
Michel Alcoforado - Pra onde vamos
O comentarista Michel Alcoforado oferece um olhar apurado sobre os assuntos do cotidiano, analisando temas variados com profundidade e perspicácia.
Episodes
Envelhecer: uma decisão ou uma inevitabilidade?
Michel Alcoforado analisa o livro ‘A (difícil) decisão de envelhecer: reflexões sobre longevidade, cuidado e bem-estar social’, do pesquisador e professor da USP Jorge Félix. O especialista traz uma reflexão sobre o que é envelhecer e como essa experiência é moldada pela sociedade atual. Ouça.
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A masculinidade do algoritmo: como a internet transformou risco em identidade
Mercados de previsão, plataformas onde usuários apostam dinheiro em eventos que vão de jogos de futebol a guerras e eleições, se tornaram uma indústria bilionária. O fenômeno atrai principalmente homens jovens e apresenta uma transformação mais profunda: a aposta deixou de ser apenas entretenimento ou investimento e passou a funcionar como uma forma de construir identidade, pertencimento e status
Adolescência não é mais sinônimo de rebeldia?
Durante décadas, a adolescência foi vista como a fase da ruptura, do risco e da invenção cultural. Mas jovens de hoje parecem crescer de outro jeito: bebem menos, dirigem menos, fazem menos sexo casual, passam mais tempo em ambientes digitais e demoram mais para entrar na vida adulta. Michel Alcoforado analisa que, em um mundo onde o risco é registrado, a estética é monetizada, a subcultura vira t
A ficção que nos governa: informação, poder e o nó que a humanidade sempre apertou
Você já se perguntou por que é tão difícil mudar de ideia? Um livro lançado em 2024 traz uma resposta que vai muito além da psicologia individual. Em Nexus, o historiador Yuval Noah Harari percorre vinte mil anos de história para mostrar que o problema não é pessoal — é estrutural. É o modo como as redes de informação foram construídas, desde as primeiras escrituras sagradas até os algoritmos de i
Álbum de figurinhas da Copa: prática de colecionar voltou a organizar encontros e vínculos presenciais
Um colégio do Rio precisou criar regras para conter o 'frenesi' das figurinhas da Copa: álbum confiscado em sala, trocas apenas no recreio e estudantes responsáveis pelos próprios pacotinhos. Mas, por trás da aparente bagunça escolar, é possível identificar que, em tempos de telas, ansiedade e relações cada vez mais mediadas, a velha prática de colecionar voltou a organizar encontros, disputas e v
O culto à performance e os impactos na saúde
Michel Alcoforado conversa com o Doutor Luis Fernando Correia sobre a morte do fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos.
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O deboche como antídoto para um mundo que desaprendeu a ouvir
Vivemos em uma época em que discordar parece cada vez mais difícil. Estudos em neurociência mostram que ouvir opiniões contrárias ativa no cérebro áreas associadas à dor, ameaça e desconforto emocional. Talvez por isso o humor, o deboche e a galhofa tenham se tornado ferramentas tão importantes para manter algum nível de convivência social. E no Brasil, poucas pessoas entenderam isso tão bem quant
A 'cultura do futuro' transformou ansiedade em modo de vida
Entre previsões climáticas, crises econômicas, guerras, inteligência artificial e feeds infinitos de notícias, nunca se falou tanto sobre o futuro. Mas o excesso de antecipação está produzindo uma geração incapaz de viver plenamente o presente. Estudos recentes sobre ansiedade e o conceito de “permacrise” ajudam a entender como a cultura contemporânea transformou o amanhã em fonte permanente de te
O que acontece quando escrever vira também uma forma de luta?
Entre afeto, memória e enfrentamento político, o livro 'Só bato em cachorro grande, do meu tamanho ou maior', de Cidinha da Silva, transforma décadas de convivência com Sueli Carneiro em um retrato potente sobre liderança negra, formação política e ancestralidade. Mais do que biografia ou homenagem, a obra apresenta um conjunto de aprendizados sobre coragem, ética e coletividade em tempos de indiv
Gen Z: a geração que desaprendeu a desejar
Novo levantamento mostrou como a Geração Z está organizando sexo, intimidade e vínculos. Eles estão transando menos, passando mais tempo online e substituindo experiências presenciais por estímulos digitais rápidos e constantes. Redes sociais, aplicativos e excesso de conexão começam a impactar não apenas hábitos cotidianos, mas a própria forma como desejo, afeto e presença são construídos. Ouça c
Educar para a era da IA é formar pessoas, não apenas usuários
Michel Alcoforado aborda o ensino diante da era da inteligência artificial. A IA já chegou à escola, a dúvida agora não é se ela deve entrar, mas como será usada, quem orienta esse uso e que tipo de estudante será formado em um mundo onde máquinas respondem cada vez mais rápido. Ouça.
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Parcelar o presente para caber no futuro: a cultura do parcelamento no Brasil e no mundo
Michel Alcoforado disserta sobre o hábito do brasileiro de parcelar suas compras, até mesmo nos casos que já teria o dinheiro para pagar. O antropólogo explica que o problema não é parcelar, mas sim, viver para pagar as parcelas das compras. Ouça o comentário.
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Quando o afeto vira conteúdo: os 'pais virtuais' e a nova gramática do vínculo
Michel Alcoforado fala sobre uma sensação de proximidade que não depende da presença do outro. Na China, jovens têm chamado influenciadores de “mãe” e “pai” nas redes sociais. O que pode parecer exagero, traz uma mudança na forma como o afeto circula hoje, cada vez mais mediado por telas, algoritmos e relações que não exigem reciprocidade. A internet sempre prometeu conexão, mas, em alguns casos,
Falar inglês no Brasil: habilidade essencial ou filtro invisível?
Michel Alcoforado analisa como o inglês virou um dos critérios mais naturalizados do mercado de trabalho brasileiro. No Brasil, falar inglês pode dobrar salários, abrir portas internacionais e acelerar carreiras. Mas, ao mesmo tempo, esse mesmo requisito vem sendo apontado como uma barreira silenciosa que exclui profissionais antes mesmo de uma entrevista, traçando um corte sútil, mas bem direcion
Casamentos modernos: quando patrimônio vira vínculo e vínculo vira disputa
Michel Alcoforado fala sobre a mudança do que entra em disputa ao final do casamento. Para além do patrimônio comum ao casal e a guardas dos filhos, entra em cena a guarda compartilhada de pets e disputas por perfis digitais. O divórcio começa a revelar uma nova definição de valor: durante muito tempo, separar significava dividir bens; hoje, significa dividir vínculos (e nem todos cabem nas catego
Os 40 não são o fim: são o ponto de maior pressão
Michel Alcoforado aborda a sensação de cansaço aos 40 anos, que não é só impressão. Ciência e comportamento mostram que essa fase concentra um choque entre corpo e rotina que ajuda a explicar por que ela pesa mais. Ouça.
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Cuidar da solidão: Os encontros como responsabilidade coletiva
Em um mundo onde estamos sempre conectados, a solidão deixou de ser um silêncio individual e passou a ser um fenômeno social que exige atenção pública e novas formas de convivência.
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O que é Kinkeeping?
Em Pra Onde Vamos, Michel Alcoforado fala sobre o Kinkeeping: o trabalho invisível que sustenta as famílias.
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Relações hiperconectadas e solidão: comentaristas debatem paradoxo no aniversário do Estúdio CBN
Na edição especial de nove anos do Estúdio CBN, Michel Alcoforado, Carol Tilkian e Rossandro Klinjey se unem para discutir o contraste entre relações hiperconectadas e a epidemia da solidão. Ouça o bate-papo completo.
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Quando escrever não prova mais nada: o retorno da voz na era da inteligência artificial
Trabalhos impecáveis, textos bem estruturados, argumentos sofisticados. Mas, quando o professor pede para o aluno explicar o que escreveu, o silêncio aparece. Com o avanço da inteligência artificial generativa, o ensino superior entra em um momento curioso: nunca foi tão fácil produzir respostas corretas, e ao mesmo tempo, tão difícil garantir que alguém realmente pense sobre elas. Universidades,
'Maternidade deixou de ser apenas destino esperado e passou a ser uma escolha atravessada por dúvidas'
O crescimento dos diagnósticos não é só uma questão médica. É também cultural. Entre avanço científico, busca por pertencimento e lógica algorítmica, estamos redesenhando o que significa “normal”, e isso tem implicações profundas. Porque se a neurodivergência é a nova identidade desejada, a busca por um diagnóstico deixa de ser uma necessidade médica e se torna um marco social.
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Diagnósticos em alta: entre conscientização, pertencimento e medicalização da vida
O crescimento dos diagnósticos não é só uma questão médica. É também cultural. Entre avanço científico, busca por pertencimento e lógica algorítmica, estamos redesenhando o que significa “normal”, e isso tem implicações profundas. Porque se a neurodivergência é a nova identidade desejada, a busca por um diagnóstico deixa de ser uma necessidade médica e se torna um marco social.
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Que bom que acabou: Divórcio, autonomia e a reinvenção de uma narrativa feminina
O divórcio, que por décadas foi associado a fracasso e ruptura, começa a ganhar novos significados na cultura. Dados mostram que mulheres lideram os pedidos de separação e que, cada vez mais, esse movimento vem sendo reinterpretado não como fim, mas como recomeço e libertação.
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Quem na sua vida vale um ovo de Páscoa?
Nesta Páscoa, o consumidor brasileiro está diante de uma escolha cada vez mais estratégica. Enquanto o quilo do ovo de Páscoa pode custar mais que o dobro da barra de chocolate, muitos já começam a adaptar seus hábitos para equilibrar tradição e orçamento. Mas por trás dessa diferença de preço, existe uma combinação de fatores que vai muito além do chocolate em si. A resposta está menos no produto
Quando discordar dói: o cérebro, a polarização e o treino da escuta
A dificuldade de escutar pontos de vista contrários não é apenas traço cultural ou ideológico. Ela tem base neurobiológica. Estudos recentes mostram que o cérebro reage à divergência como se estivesse diante de um risco, mobilizando circuitos associados à dor social e à ameaça. Compreender esse mecanismo abre espaço para uma discussão mais sofisticada sobre regulação emocional, flexibilidade cogni
O peso prático da maternidade solo no mercado de trabalho brasileiro
No Brasil, mais de 10,9 milhões de mulheres criam seus filhos sozinhas e são responsáveis pelo sustento de seus lares. Elas ganham, em média, quase 40% menos do que pais com cônjuge, enfrentam maior precariedade no trabalho e acumulam jornadas ampliadas de cuidado. Em um país onde as mulheres já são maioria na chefia dos domicílios, entender o peso prático da maternidade solo é compreender uma tra
Multitarefa é ilusão: o custo invisível da atenção fragmentada
Michel Alcoforado destrincha um estudo alemão que revelou que o cérebro humano não faz multitarefa de verdade, apenas alterna rapidamente entre tarefas, acumulando erros, estresse e perda de desempenho. Em um mundo em que nossa atenção média caiu para cerca de 40 segundos, entender esse limite pode ser decisivo para segurança, produtividade e saúde mental. Ouça.
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A vida em pontos: como a gamificação transformou desejo, trabalho e valor em placares permanentes
Vivemos cercados por métricas que nos dizem o que vale a pena desejar. Passos contam mais que saúde, entregas mais que segurança, produtividade mais que sentido. A promessa da gamificação era tornar a vida mais engajadora. O efeito colateral tem sido transformar escolhas complexas em placares simplificados, e, muitas vezes, exaustivos. Michel Alcoforado reflete sobre esse cenário. Ouça.
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Memória e identidade: fotografia gera conexão com o outro e á 'contorno' de nós mesmos
Michel Alcoforado fala sobre como a fotografia assumiu posição importante ao dar o contorno de nossa identidade própria e gerar conexão com o outro. A mudança dessa relação entre humanos e foto vai desde a invenção da câmera digital ao publicar uma imagem nas redes sociais. Ouça.
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Como a estabilidade impacta no mercado de trabalho?
Michel Alcoforado comenta sobre o futuro do trabalho, o conceito de ‘fricção produtiva’ e a mudança na identidade profissional dos jovens atualmente. Ouça.
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O luxo de desacelerar o tempo: quem pode pagar para envelhecer melhor?
A indústria da longevidade cresce ao redor do mundo oferecendo diagnósticos sofisticados, terapias personalizadas e protocolos que prometem retardar o envelhecimento biológico. Sessões que custam até 1.300 dólares, programas anuais de milhares de dólares e experiências em hotéis de luxo fazem parte de um mercado que se expande rapidamente. Enquanto isso, no Brasil, o envelhecimento populacional av
AI slop e o cansaço digital: quando a abundância de conteúdo começa a corroer a confiança
A inteligência artificial está mudando radicalmente o que vemos nas redes sociais. Imagens falsas, vídeos absurdos e histórias emocionalmente manipuladoras circulam em escala inédita, gerando bilhões de visualizações, mas também um crescente cansaço digital. O chamado AI slop já provoca reações de rejeição, ironia e desconfiança, levantando um debate urgente sobre confiança, atenção e responsabili
Empatia tem gênero?
A ideia de que mulheres são naturalmente mais empáticas do que homens está tão enraizada na cultura que raramente é questionada. Mas pesquisas recentes mostram que as diferenças são menores do que imaginamos, e que socialização, expectativas e contexto pesam mais do que biologia fixa.
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Entre morar e hospedar: o que se perde quando a vizinhança vira rotatividade
No centro de São Paulo, o Copan atravessa uma transformação que extrapola suas curvas modernistas. O edifício, projetado para morar, passou a abrigar centenas de unidades de aluguel de curta temporada. A cena cotidiana de malas nos elevadores e hóspedes nos corredores traduz uma disputa contemporânea: quando a moradia se converte em ativo de circulação, o que acontece com a vida em comunidade? Mic
A quem interessa ser Latino?
A apresentação de Bad Bunny no Super Bowl de 2026 foi assistida por milhões de pessoas e repercutiu intensamente no Brasil. Cantando em espanhol, evocando a história de Porto Rico e exibindo bandeiras latino-americanas no maior palco dos EUA, o artista ajudou a evidenciar uma transformação mais ampla: a América Latina passa a aparecer no centro do imaginário global a partir de suas próprias narrat
O consumo cansado: quando o excesso deixa de seduzir e passa a pesar
Uma pesquisa global da consultoria WGSN mostrou que 78% dos consumidores brasileiros está 'cansado de comprar'. Mas o que isso significa? Ao mesmo tempo em que a oferta de produtos e anúncios só aumentam, o público não 'aguenta mais receber tanta possibilidade de compra'. Ouça o comentário de Michel Alcoforado sobre o assunto.
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A exaustão dos 40+
Michel Alcoforado propõe uma reflexão sobre o comportamento dos adultos com mais de 40 anos e destaca que, enquanto buscam manter hábitos da juventude, o corpo já não responde da mesma maneira.
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Afastamento familiar na vida adulta: 'o ideal de família se despedaçou'
Em Pra Onde Vamos, Michel Alcoforado fala sobre o tabu do afastamento familiar na vida adulta. 'É uma escolha individual e circunstancial, mas é preciso ficar atento para esses novos ideais de família', afirma especialista.
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É preciso ser especialista para ser influencer?
Com redes ditando hábitos e escolhas, cresce a discussão sobre quem tem legitimidade para orientar temas como saúde, consumo e comportamento. Ouça o comentário de Michel Alcoforado sobre o assunto.
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Por que tanta gente está falando de 2016?
Você reparou que 2026 começou nas redes sociais com um retorno obsessivo a 2016? Em 'Pra Onde Vamos', Michel Alcoforado fala sobre nova onda de nostalgia que domina as redes, que não trata só de memória, mas também aponta para um cansaço coletivo diante de um presente fragmentado, acelerado e permanentemente vigiado.
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A 'estética do isolamento funcional'
Em Pra Onde Vamos, Michel Alcoforado aborda a estética do isolamento funcional e os sinais espalhados pelas cidades na era da introversão.
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'Você está morto': o app que revela a solidão como rotina
Michel Alcoforado comenta um app chinês que viralizou por fazer apenas uma pergunta periódica: “Você está morto?”. Sem oferecer terapia, monitorar hábitos ou prometer bem-estar, o aplicativo só verifica se ainda há alguém ali. O sucesso entre jovens que moram sozinhos revela como a solidão deixou de ser apenas um sentimento e passou a organizar a vida cotidiana.
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Por que os homens choram mais por futebol do que por amor?
Michel Alcoforado analisa pesquisas que mostram como o futebol se tornou um dos poucos espaços socialmente autorizados para a emoção masculina e explica o que esse choro no estádio revela sobre masculinidade, pertencimento e o silêncio afetivo fora dele. Ouça a conversa na íntegra.
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Neorrurais: Aumento do custo de vida na cidade e a popularização da vida rural
O aumento do custo de vida nas grandes cidades está empurrando jovens e famílias para fora dos centros urbanos, tanto no Brasil quanto na Europa. O movimento dos chamados “Neorrurais” revela não apenas uma mudança geográfica, mas um novo jeito de pensar trabalho, moradia e qualidade de vida.
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Geração X volta ao centro da conversa global
É a geração que cresceu sem internet, mas que hoje comanda empresas, governos, orçamentos familiares e trilhões em consumo. Eles influenciam simultaneamente o futuro dos pais idosos, dos filhos adultos e das dinâmicas culturais e econômicas do presente. Invisíveis por muito tempo no debate público, são agora reconhecidos como o grupo que move decisões estruturais, do mercado à política.
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Roteiro de si: quando viajar virou uma forma de editar a própria identidade
Viajar nunca ocupou um espaço tão central na vida contemporânea. Mais do que deslocamento ou pausa na rotina, a viagem passou a operar como um marcador simbólico, capaz de organizar desejos, estilos de vida e formas de pertencimento. O que mudou não foi apenas a frequência com que as pessoas saem de casa, mas o sentido atribuído a esse movimento: viajar deixou de ser somente descanso ou lazer e pa
Sociedade anti-tédio: quando o excesso de estímulo vira esgotamento
Michel Alcoforado comenta a chamada “sociedade anti-tédio”. Para ele, não é apenas um retrato comportamental, mas um modo de organizar o tempo, trabalho, consumo e afeto. Ao transformar qualquer pausa em desperdício, ela cria um paradoxo: quanto mais evitamos o tédio, mais nos sentimos esvaziados. Entender esse processo exige olhar para práticas cotidianas que naturalizamos sem perceber.
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Síndrome do Glow Up: quando recomeçar vira obrigação
O “glow up” acontece no rosto, no corpo, na casa, na carreira e até na rotina, impulsionado por feeds que prometem versões melhores, mais produtivas e mais bonitas de nós mesmos. Michel Alcoforado fala sobre a "Síndrome do glow up", que transformou a motivação em pressão para mudar constantemente.
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Como o ‘algospeak’ está mudando a forma como falamos e nos informamos
Nas redes sociais, tem palavra que não pode ser dita. Criadores de conteúdo trocam “YouTube” por apelidos no TikTok, chamam Jeffrey Epstein de “homem da ilha” e descrevem protestos como “festival de música” para tentar escapar do travamento dos algoritmos. Michel Alcoforado explica que esse vocabulário codificado recebe o nome, “algospeak”, e revela o quanto as redes sociais influenciam não só no
A relação entre a dieta de dopamina afetiva e o celibato voluntário
Michel Alcoforado fala sobre o aumento na onda de celibatários voluntários, que decidem se abster do mercado dos afetos, seguindo o pensamento " é melhor estar sozinho do que mal acompanhado". O comentarista acredita que um dos fatores que influenciaram esse fenômeno foram os aplicativos de namoro.
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Por que estamos nos cansando mais ao tentar descansar ?
Será que você está mesmo descansando enquanto usa o celular? Michel Alcoforado fala sobre uma pesquisa que mostra como o brasileiro prefere usar o tempo de descanso para navegar pelas redes sociais, e explica que esse sequestro do ócio pelo smartphone não resulta em relaxamento.
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Estudo de Cambridge diz que adolescência pode se estender até os 32 anos
Michel Alcoforado traz um estudo da Universidade de Cambridge que alega que a adolescência não termina na juventude, ela se estende até os 32 anos. A pesquisa revela cinco fases distintas do cérebro humano e ajuda a explicar por que tantas expectativas sociais sobre “ser adulto” simplesmente não batem com a biologia. Se o cérebro demora mais para maturar, talvez nós também devêssemos repensar noss
Parasocial: a palavra do ano que explica por que estamos nos sentindo íntimos de quem nunca conhecemos
Michel Alcoforado fala sobre a palavra "parasocial", eleita pelo Cambridge Dictionary como a palavra do ano. O termo descreve o vínculo emocional que as pessoas constroem com celebridades, influenciadores e até chatbots nas redes sociais. O comentarista explica como ela ajuda a explicar o novo mapa das relações na era digital.
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Nem todo esforço pesa igual: o que realmente define quem sobe na vida no Brasil
Michel Alcoforado fala sobre meritocracia. A ideia de que “quem quer, consegue” é amplamente difundida, mas os dados mostram outra história. Estudos revelam que coisas que parecem detalhes como o CEP e até o nome que você recebe ao nascer pesam na sua trajetória muito antes do primeiro emprego. O processo de crescimento de uma pessoa está mais para uma loteria onde alguns largam na pista, outros c
Velhice viral: o poder (e o estilo) dos influenciadores acima dos 60
Michel Alcoforado fala sobre o fenômeno dos 'silver influencers', criadores de conteúdo com mais de 60 anos que redefinem padrões de beleza, comportamento e consumo, alerta para os dados que indicam envelhecimento bastante acelerado no país. Segundo o comentarista, as redes sociais também estão se tornando uma alternativa de fonte de renda para pessoas com mais de 60 anos.
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Segunda-feira e biologia: como a cultura ensina o corpo a sentir ansiedade
Michel Alcoforado comenta estudo que mostra que a ansiedade das segundas-feiras é resultado de décadas de condicionamento cultural que moldaram o corpo a reagir ao início da semana como um gatilho de estresse. Mesmo aposentadas, pessoas que sempre sentiram esse peso continuam apresentando níveis mais altos de cortisol. Ouça.
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Pensar virou privilégio: a desigualdade agora é cognitiva
Em um mundo de estímulos constantes, pensar com profundidade se tornou um luxo. Pesquisas mostram que o excesso de telas, informação e inteligência artificial está criando uma nova forma de desigualdade: a cognitiva. Enquanto alguns pagam por silêncio e foco, outros vivem atropelados por notificações e distrações.
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“Stay-at-home sons”: quando o conforto da família vira projeto de vida
Michel Alcoforado fala sobre o crescente número de jovens adultos que moral com os pais mesmo assumindo as contas da casa. Chamados de "stay-at-home sons", ou "trad-sons", eles buscam bem-estar e estabilidade frente à problemas como burnout, carreiras incertas e custo de vida alto. Ouça e saiba mais.
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Solidão já é considerada pela OMS um problema de saúde global; entenda
Michel Alcoforado fala sobre pesquisas recentes que mostram que nunca tivemos tantas conexões, mas cada vez menos vínculos reais. Um em cada cinco adultos no mundo diz sentir solidão durante boa parte do dia. Ouça e saiba mais.
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Uma só língua: como os tradutores automáticos prometem mudar a experiência de viagem
Michel Alcoforado analisa o impacto dos novos dispositivos de tradução simultânea, que prometem democratizar o turismo e eliminar barreiras linguísticas, mas podem reduzir a espontaneidade e a incerteza que tornam viajar uma experiência única. Ouça a conversa na íntegra.
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Entre o jazz e o burnout: o mito do 'vibe working' na era da IA
Michel Alcoforado fala sobre o 'vibe working', a mais nova tendência corporativa nascida no Vale do Silício e já adotada por empresas como Microsoft e Google. A proposta combina tecnologia e bem-estar: menos rigidez, mais fluidez, criatividade e colaboração com a inteligência artificial. Ouça.
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Sociedades cansadas: quando o progresso vira exaustão
Michel Alcoforado analisa como o avanço econômico e tecnológico não tem se traduzido em bem-estar, gerando frustração coletiva e desigualdade crescente. Ele explica o conceito de 'bomba de riqueza', em que os ganhos se concentram no topo, deixando a maioria exausta e desiludida. Ouça.
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Geração inadequada: por que os millennials enfrentam melancolia e desilusão na meia-idade
Michel Alcoforado analisa os dilemas da geração que cresceu com promessas de prosperidade e liberdade, mas enfrenta solidão, custos de vida altos e quebra na solidariedade entre gerações. Ouça a conversa na íntegra.
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Bagunça em casa, distância no amor: o impacto invisível da desorganização na vida a dois
Michel Alcoforado explica que um dos principais causadores de desavença entre casais que vivem juntos é a bagunça. Segundo o comentarista, ser desorganizado é problemático porque os objetos fora do lugar impõem uma certa moralidade, um jeito de se comportar. Por isso, ao passar em direção ao banheiro e encontrar uma toalha molhada em cima da cama, o parceiro pode entender o ato como uma violência,
Canetas de emagrecimento e a nova fronteira da desigualdade: quando saúde e a magreza viram privilégios
Michel Alcoforado analisa se as questões de saúde estão ou não ligadas ao poder econômico das pessoas. Somente neste ano, o mercado de canetas emagrecedoras já faturou 3,7 bilhões de reais. E acredita-se que a gente já foram comercializadas mais de 250 mil canetas. O comentarista explica que a obesidade está diretamente conectada com movimentos morais e sociais.
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Desigualdade percebida pesa mais que renda real nas opiniões sobre justiça social
Michel Alcoforado analisa como a percepção de desigualdade influencia mais do que a renda real nas posições políticas e sociais das pessoas. Um estudo global mostrou que o sentimento de onde se está na 'escada social' determina o apoio ou rejeição a políticas de redistribuição. Ouça.
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Aumento nos divórcios após os 40 anos
Michel Alcoforado comenta um fenômeno observado mundialmente em que pessoas de 40 e 50 anos estão se separando mais de seus parceiros.
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Quando a mãe vai junto à entrevista: o que o fenômeno da Geração Z revela sobre autonomia e trabalho
Uma pesquisa mostrou que mais da metade dos jovens da Geração Z admite que suas mães conversam regularmente com seus chefes. O dado, que parece piada, revela uma mudança profunda nas fronteiras entre vida familiar e vida profissional — e traz à tona o quanto autonomia, maturidade e relações de trabalho estão sendo redefinidas no século 21.
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Em meio a crises globais, astrologia vira refúgio e risco para quem busca respostas
Em 'Pra Onde Vamos?', Michel Alcoforado destaca que em tempos de crise e incerteza global, cresce a procura por astrologia como forma de consolo e tentativa de prever o futuro. O fenômeno oferece conforto simbólico, mas também riscos de desinformação quando previsões astrais competem com análises geopolíticas sérias. Ouça.
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'T maxxing': a febre da testosterona e os riscos da masculinidade turbinada
Em 'Pra Onde Vamos?', Michel Alcoforado analisa o 'T maxxing', uma tendência crescente entre jovens que buscam aumentar ao máximo a testosterona, usando dieta, exercícios extremos ou hormônios sintéticos. A promessa de força, libido e virilidade esconde riscos sérios à saúde. Ouça.
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‘Deixa pra lá’: o mantra da era da ansiedade entre libertação e solidão
Em 'Pra Onde Vamos?', Michel Alcoforado analisa o sucesso do mantra 'deixa pra lá', popularizado pelo movimento 'Let Them', como reflexo das ansiedades da vida moderna. A proposta de abrir mão do controle sobre os outros e focar em si mesmo tem ganhado força nas redes sociais e entre celebridades. Ouça.
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Pagar para fingir que trabalha: entenda o fenômeno dos escritórios falsos na China
Em 'Pra Onde Vamos?', Michel Alcoforado fala sobre o fenômeno dos 'escritórios falsos' na China, onde jovens desempregados pagam para fingir que trabalham. Em meio a uma taxa de desemprego juvenil superior a 14% e à pressão por produtividade, esses espaços oferecem rotina, estrutura corporativa e até uma aparência de carreira em andamento. Ouça.
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Como é nascer em um mundo sem privacidade?
Em 'Pra Onde Vamos?', Michel Alcoforado fala sobre os jovens e adolescentes que já nasceram em um mundo sem privacidade. Cresceram em um mundo onde cada passo é registrado, cada clique é armazenado e cada dado se transforma em moeda de troca para empresas e governos. Ouça.
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Em 2025, ter filhos é luxo?
Qual é o maior símbolo de status em 2025? Até pouco tempo atrás, a resposta era óbvia: um carro esportivo na garagem, um relógio suíço no pulso, uma bolsa rara pendurada no braço. Mas os tempos mudaram. Em um mundo de incertezas, de futuro nebuloso e de queda nas taxas de natalidade, o novo luxo é algo que deveria ser banal, mas virou artigo de privilégio: ter filhos. Michel Alcoforado reflete sob
Adultização: por que a pressa em crescer está criando uma geração ansiosa
Em um mundo em que a vida dos sonhos é imaginada a partir da profissão de influencer, o uso e o acesso indiscriminado às redes sociais por menores de idade vem soando um alarme não só para os pais, mas também para o Estado. E, entre a adultização e a ansiedade, quem sofre é a saúde mental das crianças. Ouça o comentário de Michel Alcoforado sobre o assunto.
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Chupeta para adultos expõe crise de saúde mental e infantilização cultural
Em meio a uma rotina marcada por pressões constantes e níveis crescentes de ansiedade, um hábito inusitado vem chamando a atenção em várias partes do mundo: adultos usando chupeta. À primeira vista, pode parecer apenas uma excentricidade, mas especialistas apontam que o fenômeno é sintoma de um mal-estar mais profundo. Trata-se de um recurso de conforto que mistura regressão psicológica, cultura d
Chupeta para adultos expõe crise de saúde mental e infantilização cultural
Michel Alcoforado fala sobre um hábito inusitado que vem chamando a atenção em várias partes do mundo: adultos usando chupeta. À primeira vista, pode parecer apenas uma excentricidade, mas especialistas apontam que o fenômeno é sintoma de um mal-estar mais profundo. Confira.
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Você pagaria para ir ao casamento de um desconhecido?
Em Paris, um aplicativo chamado Invitin vem transformando a forma como encaramos um dos rituais mais íntimos da vida: o casamento. A proposta é simples, mas polêmica, vender convites para desconhecidos que desejam participar da festa mediante pagamento. O que para alguns soa como uma bizarrice digital, para outros se apresenta como uma oportunidade de experimentar um momento de celebração coletiva
Turismo de resistência e a nova busca por aventura que troca conforto por superação física
Em uma era dominada por telas e conveniências, onde o corpo físico muitas vezes se torna coadjuvante da vida digital, surge um movimento que vai na contramão dessa tendência. Cada vez mais pessoas estão trocando as tradicionais férias de descanso por experiências extenuantes, que exigem resistência física extrema. Não se trata apenas de buscar adrenalina ou um tipo alternativo de turismo, mas de u
'GenZ stare’: entenda o olhar fixo como defesa emocional em um mundo hiperconectado
Em 'Pra Onde Vamos?', Michel Alcoforado analisa o chamado 'genZ stare', o olhar fixo e aparentemente apático da geração Z, que tem gerado interpretações equivocadas. Longe de ser descaso, o comportamento reflete uma tentativa de lidar com a ansiedade, o excesso de estímulos e o medo constante de julgamento. Ouça.
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