
Psicanálise de Boteco
Psicanálise de Boteco é um podcast que aborda temas do cotidiano sob a ótica da psicanálise, apresentado pelos psicanalistas Alexandre Patricio de Almeida e Filipe Pereira Vieira. O programa busca tornar a psicanálise mais acessível, evitando jargões desnecessários e promovendo reflexões profundas de forma descomplicada.
Episodes
O que herdamos sem querer?
Nesse episódio, conversamos sobre aquilo que herdamos sem perceber. As frases que repetimos sem notar, os medos que parecem vir de antes de nós, os assuntos que, em algumas famílias, nunca puderam ser ditos. A psicanálise nos mostra que nem sempre somos marcados pelo que foi falado, mas também pelo que permaneceu sem palavras e atravessou gerações. Logo, podemos nos perguntar: até que ponto a hera
Culpa materna
Nesse episódio, recebemos Elisama Santos (@elisamasantosc) - psicanalista, escritora best-seller, palestrante e podcaster - para uma conversa necessária sobre um dos afetos mais presentes e menos elaborados na experiência de maternar: a culpa.Partimos da clínica para chegar à cultura: o ideal impossível de maternidade, a herança patriarcal que transforma o cuidado em cobrança e os efeitos disso na
A dificuldade de pedir ajuda
Nesse episódio, falamos sobre a dificuldade de pedir ajuda. Partimos de Freud, em “Introdução ao narcisismo” (1914), para pensar aqueles sujeitos que não conseguem depender de ninguém devido a uma onipotência narcísica que torna o amparo quase intolerável. Num outro extremo, recorremos a Ferenczi (1933), para refletir sobre os efeitos de traumas precoces em sujeitos que foram obrigados a amadurece
Como nossos pensamentos afetam a nossa saúde mental?
Nesse episódio, partimos de uma descoberta da neurociência para chegar onde a psicanálise já estava há muito tempo: os nossos pensamentos não são eventos isolados, particulares, que acontecem num plano separado da vida real. Eles são atos. Atos psíquicos que têm consequências biológicas, relacionais e subjetivas. Um estudo publicado na “Biological Psychology” mostrou que pensamentos negativos rumi
Exposição demais, intimidade de menos
Vivemos cercados de imagens, opiniões e respostas imediatas, e, ainda assim, com uma dificuldade crescente de manter encontros reais. Nesse episódio, falamos sobre a fadiga de ser visto o tempo todo, a confusão entre presença e performance, e o que se perde quando tudo precisa virar uma espécie de vitrine. A partir de Byung-Chul Han, Winnicott e Hannah Arendt, pensamos como o colapso entre o públi
A fantasia de abandono
Nem todo abandono é real; muitas vezes, ele é fantasiado e vivido antes mesmo de qualquer perda concreta. Nesse episódio, conversamos sobre a fantasia de abandono; ou seja, o medo persistente de perder o outro quando ele ainda está ali. Para tanto, articulamos algumas contribuições de Freud, Klein, Winnicott e Lacan para pensar como o desamparo, o objeto interno, a falha ambiental e o lugar no des
O estigma da loucura
O que chamamos de loucura, afinal? Nesse episódio, refletimos sobre como o sofrimento psíquico segue sendo tratado com medo, controle e abandono.A partir de uma tragédia que chocou o Brasil, discutimos negligência institucional, políticas públicas e recusa em reconhecer a subjetividade do sofrimento psíquico.Em diálogo com Foucault, Basaglia, Freud e Winnicott, propomos uma escuta ética da “loucur
Quando um não quer, dois não brigam
Todo mundo conhece o ditado: “Quando um não quer, dois não brigam”, mas será que isso funciona quando olhamos pelas lentes da psicanálise? Nesse episódio, tomamos como base as teorias de Freud, Klein e Winnicott para pensar por que, às vezes, mesmo dizendo que “não queremos brigar”, já estamos dentro do conflito.
A tristeza em uma cultura de performance
Nesse episódio, falo sobre um pouquinho sobre o meu novo livro, “Um elogio à tristeza” (Editora Record, 2025).Proponho uma reflexão sobre como as redes sociais e a cultura da performance moldam nossa relação com a vulnerabilidade (a nossa e a dos outros). Vivemos tempos em que ser feliz virou uma obrigação e, nesse cenário, a tristeza parece não ter mais lugar.Comento como a busca por sucesso e ap
O que os psiquiatras não te contam
Você já saiu de uma consulta de dez minutos com uma receita na mão e a sensação de que ninguém te escutou de verdade?Nesse episódio, conversamos com @julianabelodiniz, psiquiatra formada pela USP, doutora em Psiquiatria pela mesma instituição e pesquisadora com pós-doutorado na área, além de especialista em pesquisa clínica pela Universidade de Harvard.Juliana é autora do livro “O que os psiquiatr
Exaustão mental
Vivemos cansados. Cansados de trabalhar, de responder mensagens, de corresponder a expectativas - e, às vezes, cansados até de nós mesmos. Porém, o que esse cansaço revela sobre a vida psíquica contemporânea?Nesse episódio, partimos de Freud, Winnicott e Byung-Chul Han para pensar a exaustão como sintoma de uma época que perdeu o limite, o brincar e o silêncio. Falamos do superego tirânico, do fal
As duas faces da vingança
Nesse episódio, falamos sobre as duas faces da vingança: destruição e criação. De Nina em Avenida Brasil a Ana Francisca em Chocolate com Pimenta, passando pela escrita de Tati Bernardi, Annie Ernaux e Édouard Louis, discutimos como a vingança pode ser um motor de transformação. A partir das teorias de Freud e Klein, refletimos sobre o ódio, a reparação e o inesperado sentido do verbo “vingar”: nã
O poder da postura
Nesse episódio, refletimos sobre como impor respeito não tem a ver com gritar, se mostrar superior ou intimidar. Respeito verdadeiro nasce de postura, presença e clareza. A partir das ideias de Freud sobre o narcisismo primário e de Klein sobre identificação projetiva, discutimos como um Eu sólido e limites bem sustentados permitem dizer “não” com serenidade, manter a palavra firme e, ainda assim,
#3: Os perrengues do começo
No episódio #3, do quadro “Respondendo Perguntas”, falamos sobre “Os perrengues do começo”. Ou seja, discutimos os desafios de quem está iniciando a trajetória em psicanálise. Falamos dos estudos, das dificuldades que surgem durante a formação e dos impasses que aparecem no início da clínica - esse período em que tudo parece incerto, mas que também é cheio de aprendizado.
Amizade e psicanálise
No episódio de hoje, falamos sobre a amizade. Sobre os encontros que nos atravessam, os vínculos que sustentam a vida e o espaço de afeto que se constrói para além do sangue ou da obrigação.Com Freud, Winnicott e uma boa dose de experiência, refletimos: o que torna um amigo um verdadeiro continente psíquico?E como a amizade pode ser, muitas vezes, aquilo que nos impede de desabar por completo?Esse
#2: A briga das abordagens
Existe uma abordagem melhor que a outra? A psicanálise precisa mesmo escolher um lado? E como é trabalhar com diferentes linhagens sem virar um “Frankenstein teórico”?Nesse episódio, a gente mergulhou nessas duas pergunta, com bom humor, um pouco de polêmica e bastante teoria.Mas já fica aqui um spoiler: para nós, a melhor abordagem é aquela que escuta o sujeito antes de defender um manual.
Notas sobre a saudade
Nesse episódio, falamos da saudade.Da infância, dos pais, do que passou, e daquilo que, mesmo ausente, segue vivo dentro da gente. Até porque sentir falta, às vezes, é só mais uma forma bonita de dizer: ainda amo. Ou seja: foi uma conversa sobre lembranças, afetos, literatura e (muita) psicanálise.
#1: Ética e clínica no digital
Estreiamos hoje o nosso novo quadro “Respondendo Perguntas”, em que escolhemos uma das muitas (e maravilhosas) perguntas que vocês mandaram na caixinha para responder com profundidade e, claro, um pouquinho de bom humor.Neste primeiro episódio, a pergunta foi direta e certeira: “Como manter um trabalho ético e coerente com a psicanálise e ainda lidar com as pressões do campo digital? Já fomos crit
Autocuidado ou autocobrança?
Neste episódio, nós nos perguntamos: quando o autocuidado vira, na verdade, autocobrança? Partindo das nossas vivências e da escuta clínica, refletimos sobre como o discurso do bem-estar tem se transformado em mais uma exigência de desempenho. A psicanálise nos ajuda a distinguir o gesto genuíno de cuidado daquele que apenas repete uma norma social.
Notas sobre a hipocrisia
Nesse episódio, refletimos sobre o quanto é difícil sustentar coerência num mundo que recompensa a aparência. E o quanto a hipocrisia, muitas vezes, se veste de boas intenções para manter privilégios intactos. Para tanto, contamos com a participação da nossa querida amiga psicanalista Jaquelyne Rosatto Melo (@conversadepsicanalista).
O isolamento social e a saúde mental
Nesse episódio, conversamos sobre os riscos do isolamento. A partir das ideias de Freud e Winnicott, refletimos sobre como o afastamento pode ser, às vezes, necessário - mas, quando se torna modo de existir, deixa de ser proteção e vira adoecimento. Isolar-se permanentemente é tentar negar aquilo que nos constitui desde sempre: a nossa condição relacional.Dá o play e vem pensar com a gente sobre o
A era da desafetação
Vivemos tempos em que sentir virou quase um excesso. No episódio de hoje, discutimos o empobrecimento afetivo da vida contemporânea: pessoas que não se comovem, que evitam o sofrimento a qualquer custo, que trocam o silêncio pela performance constante. A partir de Freud, Ferenczi, Winnicott e Byung-Chul Han, conversamos sobre como resistir à indiferença generalizada e por que, apesar de tudo, aind
Uma análise sobre a série "Adolescência"
Um menino de 13 anos comete um crime brutal. Mas a pergunta que atravessa a série Adolescência (Netflix) não é quem fez isso?, e sim como permitimos que isso acontecesse?Nesse episódio, atravessamos o silêncio que precede o ato, o terror ao feminino descrito por Freud e Klein, e a ausência de escuta que marca nossa relação com os adolescentes. A partir da teoria de Winnicott, discutimos como a aus
A importância de comemorar
Por que comemorar importa? Nesse episódio, falamos sobre o valor dos rituais, das pequenas celebrações e da marcação do tempo - na vida, na clínica e na cultura. De Freud a Byung-Chul Han, passando por Klein e Winnicott, refletimos sobre como a comemoração pode ser uma forma de sustentar a existência, reconhecer conquistas e dar sentido ao que vivemos.
A capacidade de contemplação
Nesse episódio, falamos sobre a capacidade de contemplação e como ela se perdeu em meio à hiperatividade do mundo contemporâneo. Com ajuda de Byung-Chul Han, Freud, Klein e Winnicott, discutimos o impacto da aceleração do tempo na subjetividade e a importância do ócio para a criatividade e a saúde mental. Também refletimos sobre como políticas públicas podem (ou não) contribuir para que o pensamen
A tirania da magreza
Nesse episódio, recebemos a dra. Bruna Reús, médica endocrinologista, para uma conversa sobre “o império da magreza”. Discutimos sobre o culto ao corpo magro, a febre da semaglutida e os efeitos psíquicos dessa busca incessante por um ideal inalcançável - um papo crítico e necessário sobre saúde, desejo e a relação entre corpo e psicanálise.
A importância dos estudos na formação psicanalítica
Neste episódio, discutimos um dos pilares fundamentais da psicanálise: a formação contínua. Afinal, o que significa, de fato, se formar como psicanalista? Falamos sobre o estudo rigoroso, a imersão na teoria e a importância de um percurso que vai além das leituras isoladas, passando pela supervisão e pela análise pessoal.Também compartilhamos detalhes sobre os nossos grupos de estudo (seminários t
Sobre desistir
Nesse episódio, comentamos algumas partes do livro "Sobre desistir", de Adam Phillips (2024), e exploramos como o ato de abrir mão pode ser mais libertador do que imaginamos.
Entre reflexões psicanalíticas e exemplos cotidianos, discutimos o que significa realmente desistir.
O vício em pornografia
Nesse episódio, abordamos o vício em pornografia sob uma perspectiva psicanalítica, explorando como a compulsão por conteúdos sexuais pode afetar a nossa psique, as relações interpessoais e o desejo. Discutimos, à luz de Freud e Winnicott, como essa dependência representa uma busca de satisfação ilusória. Ao final, tivemos a estreia de dois quadros novos!
A solidão essencial
No novo episódio do Psicanálise de Boteco, discutimos o conceito de "solidão essencial" de Winnicott e como ele se diferencia da ideia de "retorno ao inorgânico" de Freud. Nesse sentido, evidenciamos que a “capacidade de estar só” é uma conquista maturacional que, quando integrada, tem o potencial de transformar nossa relação com o silêncio.
Caos e controle: como sobreviver a dezembro?
Nesse episódio, exploramos a loucura do mês de dezembro - quando todos parecem mergulhar em uma corrida contra o tempo. Discutimos como o caos de fim de ano está enraizado em pressões sociais e culturais, alimentando a necessidade de “encerrar ciclos” antes do dia 31.
Relacionamos essas dinâmicas com conceitos psicanalíticos, como o supereu e o desejo de controle, que muitas vezes nos levam a bus
A capacidade de acreditar
Neste episódio, falamos sobre a ideia de “acreditar em”, preconizada por D. W. Winnicott.
Afinal, o que é necessário para acreditarmos em nós mesmos? Será que, antes disso, precisamos que alguém acredite em nosso potencial até que possamos desenvolver essa capacidade por conta própria?
Para enriquecer essa reflexão, recorremos ao livro Natureza Humana (Winnicott, 2024) e dialogamos com algumas
A tirania da autocobrança
Nesse episódio, exploramos a relação entre a psicanálise e a autocobrança, um fenômeno que atravessa a vida contemporânea. Discutimos como o Supereu, essa instância interna que Freud descreveu como a voz da crítica, pode se transformar em um tirano que exige perfeição constante - sobretudo quando tomamos como referência as exigências impostas pelo neoliberalismo.
Sobre o fim de uma análise
Como se termina uma análise? Qual é o momento certo de interromper um processo analítico? Por que a gente precisa realizar esse trabalho de luto que, por vezes, é tão doloroso? Usando as teorias de Freud, Klein e Winnicott, discutimos essas questões e outros assuntos neste episódio. Ah, também compartilhamos alguns trechos do último capítulo do livro “Poemas de amor no divã”.
Paixão: cura ou doença?
No episódio “Paixão: cura ou doença?”, recebemos a nossa querida amiga Liana Ferraz para uma conversa cheia de indagações sobre esse sentimento que revira a nossa cabeça. Também discutimos algumas passagens do nosso livro “Poemas de amor no divã”. Está profundo, espontâneo e imperdível.
Desejo e casamento: incompatíveis?
Nesse episódio, conversamos com a nossa querida amiga Liana Ferraz (@lianaferraz) sobre algumas questões relacionadas ao desejo e a sua relação com o casamento. Eles seriam incompatíveis? Para sustentar a nossa discussão, usamos como referência o nosso livro "Poemas de amor no divã" (Paidós, 2024).
A questão dos diagnósticos
Nesse episódio, discutimos os desafios envolvidos na prática de rotular e diagnosticar os pacientes na clínica psicanalítica. Abordamos a importância de entender o diagnóstico não como um fim, mas como uma ferramenta que deve ser utilizada com cautela e sensibilidade.
Para tanto, contamos com a presença da nossa querida amiga profa. Dra. Samantha Dubugras Sá (@samanthasadsa), que abordou as impl
O excesso de informações e a ansiedade
Nesse episódio, discutimos a ansiedade causada pelo excesso de informações na era digital, explorando as contribuições da psicanálise para entender esse fenômeno. A partir das teorias de Freud, Klein e Winnicott, refletimos sobre como a sobrecarga de estímulos afeta o aparelho psíquico, gerando novas formas de angústia e mecanismos de defesa. Também abordamos como o sujeito contemporâneo lida com
Sobre amenizar a solidão
Nesse episódio, falamos sobre como amenizar esse sentimento de solidão, tão sufocante, que já se tornou uma epidemia mundial. De que forma a psicanálise pode nos ajudar a pensar nisso?
Usamos, dentre várias referências, o texto “Retraimento e regressão” (1954) de D. W. Winnicott. Também fizemos algumas costuras com a filosofia e a psicologia.
Paternidade e psicanálise
Nesse episódio, exploramos a importância da figura paterna à luz da psicanálise winnicottiana.
Nosso diálogo foi enriquecido pelo artigo "O papel do pai no processo de amadurecimento em Winnicott", da psicanalista Claudia Dias Rosa, publicado na Revista Natureza Humana, em 2009.
Além disso, contamos com a participação do incrível Thiago Queiroz, que é psicanalista e dono do canal "
Vinho com Lacan: Real, Simbólico e Imaginário
Nesse episódio, falamos sobre as três instâncias que Lacan definiu, e que atravessam toda a obra dele: o Real, o Simbólico e o Imaginário.
Tive o prazer de receber a minha querida amiga, Jaquelyne Rosato (@conversadepsicanalista), que é psicanalista, mestre e doutoranda em Psicologia Clínica pela USP (com sanduíche em Oxford).
Indicamos, também, uma série de leituras e materiais complementares,
Análise do filme "Divertidamente 2"
Neste episódio, comentamos o mais novo filme da Pixar. Falamos sobre Ansiedade, Felicidade, Inveja, Medo, Vergonha, Raiva, Nojinho, Tédio e Tristeza.
O episódio está cheio de referências psicanalíticas, então, podem esperar muito Freud, Klein e Winnicott, além de referências mais contemporâneas, como Byung-Chul Han.
Este episódio contém spoilers!
Sobre encerrar ciclos
Nesse episódio, falamos dessa temática tão difícil, mas inerente à nossa existência: o processo doloroso de “encerrar ciclos”. Para tanto, usamos como referência o livro “Dá para ir embora” (Pelosi, 2003). Também mencionamos alguns trechos de Freud, Klein, Winnicott e a fantástica Clarice Lispector.
O feminino em Winnicott
Nesse episódio, trabalhei com o ensaio “Algumas faces do feminismo e o tornar-se mulher à luz de D. W. Winnicott”. Trata-se de um texto de autoria de: Laurentiis, V. R. F. (2023).
Presente no livro “Winnicott no Brasil: 2022” (publicado pela DWWEditorial).
Inveja e narcisismo
Nesse episódio, falamos da relação da inveja com o narcisismo primário, apontando as suas ressonâncias em nosso desenvolvimento psíquico.
Para tanto, usamos os ensaios “Introdução ao narcisismo” (Freud, 1914) e “Inveja e gratidão” (Klein, 1957).
Vinho com Lacan: O Nome-do-Pai e a foraclusão
Nesse episódio, discutimos como a exclusão do significante do Nome-do-Pai impacta a estrutura psíquica, levando a manifestações diretas do real, como alucinações e delírios. Exploramos o conceito de foraclusão em Lacan, destacando sua importância na teoria das psicoses. Utilizamos o caso do Presidente Schreber para exemplificar a intrusão do real e a tentativa de restabelecer uma ordem simbólica.
Não mereço ser feliz
Nesse episódio, falamos sobre essa famosa expressão neurótica: “não mereço ser feliz”. Quais são as possíveis questões inconscientes que nos impedem de sermos felizes? Qual a responsabilidade do superego nessa situação? O que Freud e outros autores podem nos dizer a respeito desse funcionamento?
Vinho com Lacan: O inconsciente estruturado como linguagem
Nesse episódio, falamos de uma das maiores contribuições de Lacan para a psicanálise: a sua ideia de que o inconsciente é estruturado como Linguagem. Para tanto, trabalhamos com os textos “A instância da letra no inconsciente ou a razão desde Freud” (Escritos, 1998) e “Os escritos técnicos de Freud” (Seminário, Livro 1).
Notas sobre a esperança
Nesse episódio, falamos sobre esse sentimento tão importante para a condução da nossa vida: a esperança.
Para tanto, usamos o livro “Esperança e fases da vida” (Motta & Silva, 2021). Além disso, discutimos também alguns conceitos de Winnicott e Melanie Klein.
A procrastinação e a psicanálise
Nesse episódio, falamos daquela pedra no sapata para todo mundo: a procrastinação!
Para tanto usamos o texto “A agenda oculta da procrastinação: por que a procrastinação raramente é sobre preguiça”, publicado no site da IPA (International Psychoanalytical Association).
Vinho com Lacan: Estádio do espelho
Nesse episódio, falamos sobre o famoso texto lacaniano “Estádio do espelho como formador da função do Eu” (1949). Para explicá-lo, fizemos uma série de analogias com questões da nossa cultura: como a problemática das redes sociais, por exemplo.
Além disso, falamos dos bastidores das trocas de cartas entre Lacan e Winnicott.
Este encontro está imperdível!
O valor das coisas
Nesse episódio, falamos sobre “o valor das coisas”. Por que perdemos a nossa ligação afetiva com as coisas? O que podemos pensar sobre isso a partir da lógica neoliberal de consumo?
Para refletir sobre essas questões, usamos como referência o livro “A po-ética na clínica contemporânea” (Safra, 2004), publicado pela editora Ideias & Letras.
Discutimos também sobre o conceito (e o valor cultural
Vinho com Lacan: um retorno à Freud
Nesse segundo episódio da série “Vinho com Lacan”, falamos do retorno à Freud, promovido pelo psicanalista francês.
Passamos, brevemente, pelo Real, Simbólico e Imaginário, destacando a ideia de “sujeito do inconsciente”. Além disso, também mencionamos a tradução lacaniana para Trieb, a saber, “pulsão”.
Sobre a paixão
Nesse episódio, falamos sobre esse sentimento tão bom, mas ao mesmo tempo tão incômodo que é a paixão.
O que a psicanálise tem a dizer sobre isso? Por que nos sentimos tão alienados de nós mesmos quando vivenciamos uma paixão? Atualmente, as pessoas estão evitando se apaixonar?
Para trabalhar todas essas questões, contamos com a presença da nossa querida amiga psicanalisa e escritora Ana Suy (@
Vinho com Lacan: a vida de Jacques Lacan
Este é o primeiro episódio da nossa nova série aqui do podcast: “Vinho com Lacan”.
Neste encontro falamos da vida do autor, dos seus perrengues, das suas influências e do seu legado incrível para a psicanálise contemporânea.
Para tanto, usamos como referência o livro “Por que Lacan?”, de Christian Dunker.
Ah, no finalzinho tem um recorte de uma sessão lacaniana.
*Os episódios inéditos saem à
Enfoque pessoal da contribuição kleiniana
Nesse episódio, fizemos algumas reflexões sobre o texto winnicottiano “Enfoque pessoal da contribuição kleiniana”, de 1962. Desse modo, propusemos algumas comparações das duas linhagens (kleiniana e winnicottiana), no âmbito clínico e teórico - a fim de tornar a discussão ainda mais interessante.
Quais foram as contribuições de Klein para o pensamento winnicottiano? Winnicott se inspirou na Gran
Geração digital
Neste episódio, discutimos os impactos do uso excessivo das redes sociais em nossa subjetividade e desenvolvimento emocional.
É possível traçar um diálogo entre a psicanálise e as neurociências?
Como pensar nas crises de abstinências causadas pela ausência dos dispositivos eletrônicos?
Quais os efeitos dessas ferramentas para a nossa saúde psíquica?
Todos esses assuntos e muito mais foram tratad
Morte e finitude
Neste episódio, falamos sobre a angústia da morte e a finitude. Para tanto, usamos como referência o artigo do psicanalista Plínio Montagna: “Corpo vivo: finitude e transitoriedade” (2016).
Além disso, utilizamos como base, para a construção das nossas ideias, o livro “A morte é um dia que vale a pena viver” (2019), da autora Ana Claudia Quintana Arantes.
Passamos também pelas ideias de Freud,
Angústias de início de ano
Neste episódio, falamos sobre as angústias de início de ano. Para tanto, foi quase inevitável não citar a teoria kleiniana, sobretudo a sua concepção de aparelho psíquico, isto é: a “posição esquizoparanoide” e a conquista da “posição depressiva”.
Para dar corpo às nossas ideias, usamos como referência os textos e os livros:
“Notas sobre alguns mecanismos esquizoides” (Klein, 1946);
“Ataques co
Freud e o casamento
Nesse episódio, falamos de um tema um tanto quanto polêmico: como podemos pensar o “casamento” a partir da teoria psicanalítica freudiana?
Para tanto, tomamos como referência o novo livro da psicanalista e pesquisadora Maíra Marcondes Moreira (@marc.maira), intitulado “Freud e o casamento: o sexual no trabalho de cuidado” (Autêntica, 2023).
O nosso encontro está forte, potente e inquietante.
Saúde mental e o ódio nas redes
Nesse episódio, falamos dos impactos em nossa saúde mental, produzidos pelo ódio que se espalha nas redes sociais.
Para tanto, usamos a teoria de Melanie Klein e seu conceito de inveja inata (Klein, 1957); e, também, as ideias de Wilfred Bion sobre os ataques contra os vínculos (Bion, 1959).
Além de muita poesia e recortes da filosofia.
A dificuldade de respeitar o silêncio
Neste episódio, tratamos da questão do “silêncio”. Ou seja, a arte de calar-se e, igualmente, de honrar o silêncio do próximo. Para tal, tomamos por base o escrito: “Comunicação e falta de comunicação levando ao estudo de certos opostos” (Winnicott, 1963/2022), e discorremos sobre noções como "ideal de Eu", "posição esquizoparanoide", "resistência", "transferência", entre outros.
O tratamento psicanalítico da depressão
Nesse episódio, fruto de uma live com a Casa do Saber, falei da depressão na atualidade a partir do olhar psicanalítico. Para tanto, utilizei o meu livro “Perto das trevas: a depressão em seis perspectivas psicanalíticas” (Blucher, 2022) como referência.
Pausas, respiros, criatividade e gratidão
Nessa live, que virou um episódio do podcast, eu falei da importância de termos pausas necessários em nossa rotina, salientando o seu devido lugar para o processo criativo.
Também agradeci pelo fato de estar entre os 5 finalistas do Prêmio Jabuti 2023, na categoria de Ciências, traçando um breve histórico da minha ligação com a literatura.
Por fim, compartilhei alguns comentários extremamente
Chá com Winnicott: O ódio em análise
Nesse episódio, o último da série “Chá com Winnicott”, o @filipepv e eu falamos de um dos textos fundamentais do pediatra britânico: “O ódio na contratransferência” (1947), publicado no livro “Da pediatria à psicanálise”.
Como lidar com o ódio em análise? O analista pode odiar o paciente? E a mãe? A mãe tem direito de odiar o seu bebê? Ou a maternidade precisa ser excessivamente romantizada???
Suicídio: reflexões psicanalíticas
Nesse episódio, falamos de um tema bastante espinhoso e que ainda é considerado um tabu em nossa sociedade: “o suicídio”.
Para tanto, contamos com a presença da nossa querida amiga, a prof. dr.a Samantha Dubugras Sá (@samanthasadsa) que é uma grande estudiosa deste assunto.
Além disso, usamos diversas referências psicanalíticas como Freud, Ferenczi, Klein etc.
Recomendamos, como leitura comp
Diálogos entre psicanálise e saúde mental
Nesse episódio, falamos de um tema super importante que convoca a psicanálise a se implicar (ainda que indiretamente); de que forma podemos pensar nas possíveis articulações entre a teoria psicanálise e a saúde mental?
O transtorno de ansiedade
Nesse episódio, o @filipepv e eu conversamos com a nossa querida amiga Raquel Rios (@psi.raquelrios), que é psicóloga, psicanalista, membro efetivo da SBPMG e mestra em Letras pela PUC-MG.
Quais são as possíveis contribuições da psicanálise para pensarmos esse sofrimento psíquico que vem afetando tantas pessoas?
Para tanto, utilizamos uma série de referências, dentre elas: o livro “Toda ansieda
O Burnout e a psicanálise
Nesse episódio, falamos sobre a “Síndrome de Burnout” e suas possíveis articulações com a psicanálise.
Para tanto, usamos informações da própria OMS e do site do Ministério da Saúde. No âmbito psicanalítico, recorremos às contribuições de Freud e Winnicott.
Além disso, traçamos um diálogo com a cultura e a sociedade neoliberal.
O conteúdo está denso e leve ao mesmo tempo!
O humor e a psicanálise
Nesse episódio, falamos sobre o “humor”. Sim, sobre se abrir e dar risada das nossas próprias questões. Discorremos acerca do poder curativo da simbolização a partir da narrativa, do discurso espontâneo e, não menos importante, sobre necessidade de não se levar tão a sério.
Para tanto, usamos como referência principal o livro “Seria trágico se não fosse cômico: humor e psicanálise” (Slavutsky, A
Chá com Winnicott: O espaço potencial na teoria do amadurecimento
Neste episódio, eu lanço reflexões sobre o conceito de “espaço potencial” na obra D. W. Winnicott. Para tanto, uso o meu livro “Por uma ética do cuidado: Winnicott para educadores e psicanalistas (vol 2)”.
A depressão na contemporaneidade: o que pode a psicanálise?
Nesse episódio, eu trabalho com o meu livro “Perto das trevas: a depressão em seis perspectivas psicanalíticas” (Blucher, 2022), discutindo aspectos da depressão na contemporaneidade e as possibilidades de intervenção do tratamento psicanalítico.
Chá com Winnicott: Integração psique-soma e o processo de personalização
Nesse episódio, o @filipepv e eu falamos de um dos conceitos mais complexos de Winnicott: “elaboração imaginativa das funções corporais”.
De que forma essa ideia nos ajuda a entender os processos de integração psique-soma?
O encontro está leve, espontâneo e, sobretudo, cheio de referências sobre leituras complementares.
Não pise no meu vazio
Nesse episódio, falamos do novo livro da querida Ana Suy (@ana_suy): “Não pise no meu vazio: ou livro do vazio”, publicado pela editora Planeta (@planetadelivrosbrasil).
Contamos com a participação da própria Ana que abordou temas como: amor, silêncio, escrita, solidão e, é claro, vazios.
O episódio tá lindo. Vivo. Pulsante.
Uma conversa para inquietar e se apaixonar.
Usamos diversas refer
Tudo em todo lugar ao mesmo tempo
Nesse episódio, falamos do grande filme do ano: “Tudo em todo lugar ao mesmo tempo”.
Na intenção de ampliar a nossa discussão, o Filipe (@filipepv) e eu recebemos o psicanalista, formado em Audiovisual pela USP, ator e pesquisador Thiago Pereira Vieira (@thiagopevi).
O encontro está lindo, profundo, potente e delicado. Utilizamos diversas referências teóricas, tais como Winnicott, Klein e Bion
Chá com Winnicott: A personalidade esquizoide e as consultas terapêuticas
Nesse episódio, falamos da personalidade esquizoide na perspectiva de D. W. Winnicott. Para tanto, usamos como referência o relato do caso Ashton, publicado no livro “Consultas terapêuticas em psiquiatria infantil” (Ubu, 2023).
Aliás, a editora Ubu tem feito um trabalho brilhante de reedição e tradução das obras winnicottianas. Os nossos ouvintes têm uma condição especial, comprando direto no si
Uma análise winnicottiana do filme Luca
Nesse episódio, eu faço uma análise psicanalítica do filme “Luca” (Disney Pixar, 2021).
Para tanto, tomo como referência a teoria de D. W. Winnicott, valendo-se das suas contribuições sobre o falso self e o gesto espontâneo ou criatividade primária - presentes nos livros “O brincar e a realidade” e “Tudo começa em casa”.
O filme é belíssimo e o episódio está emocionante!
Literatura, escrita e psicanálise
Nesse episódio, recebemos a querida Liana Ferraz (@lianaferraz), que é atriz, escritora e doutora em Artes da Cena pela UNICAMP, para falarmos de literatura, escrita criativa e psicanálise.
Além disso, ela também compartilhou com a gente, em primeira mão, os detalhes do seu novo romance, chamado “Um prefácio para Olívia Guerra” (publicado pela editora Harper Collins), que já está em pré-venda na
Dia dos namorados ou amor narcísico?
Nesse novo episódio do podcast “Psicanálise de Boteco”, o @filipepv e eu discutimos algumas questões sobre o “Dia dos namorados” e o amor na era neoliberal.
Para tanto, usamos diversas referências - como os livros “A rosa mais vermelha desabrocha” e “Na sala dos espelhos”, da quadrinista sueca Liv Strömquist (Cia. das Letras). Além disso, fizemos uma série de costuras com a teoria psicanalítica,
Psicanálise e a homossexualidade
Nesse episódio, o @filipepv e eu falamos de um tema super importante que precisa ser urgentemente repensado no campo psicanalítico: a homossexualidade!
Para tanto, usamos diversas referências, como os textos de Freud, a teoria de Melanie Klein, conceitos de Winnicott e trechos do livro “Édipo gay”, do autor Jorge Reitter (Zagodoni, 2021).
Esperamos que esse encontro possa servir de abraço para











