
lan house
Conversas analógicas sobre o mundo digital. O podcast explora temas relacionados à tecnologia, internet e cultura digital de forma descontraída e reflexiva.
Episódios

democracia x algoritmo
no episódio de hoje, tento fazer uma genealogia das redes sociais e da nossa relação subjetiva com ela. especialmente, em como ter a vida e a percepção de realidades mediados por estes mecanismos produz impactos profundos em nossa identidade política e nas nossas decisões eleitorais. tento refletir sobre a democracia representativa e buscar pistas possíveis para pensar futuros possíveis.as pessoas

sexo x tecnologia = futuro / lan house com marie declerq
a marie é uma das primeiras jornalistas que eu acompanhei pra valer na vida, há muitos e muitos anos. por isso, tô muito feliz com a oportunidade dessa conversa.marie tem uma perspectiva que muito me interessa sobre sexualidade, gênero e tecnologia. especialmente, sobre a interseção dessas três coisas. em um mundo onde todos otimizamos nossos corpos para tornarmo-nos o mais desejáveis na mesma med

anatomia da blogueiragem, com camila fremder
o lan house de hoje é uma conversa deliciosa com a ilustríssima camila fremder. antes de ser anfitriã do ‘é nóia minha?’ e a ‘sem carisma do tiktok’, camila viveu mil vidas na internet: foi ghost writer, blogueira de escrever em blogs, mãe-influenciadora, autora e muitas coisas mais. ter tanto tempo de encenação digital da própria vida a faz perceber algumas coisas: se nossa relação com a internet

o fim do mundo é um fetiche de bilionários / com catharina doria
é tão distante assim pensar que vivemos numa distopia porque assim sonha um seleto grupo de bilionários que tem as cartas do futuro em uma mão e a falta de terapia na outra?a catharina doria (@ cahdoria) é uma especialista em ética e segurança em IA. ela tem um trabalho massa nas redes, ampliando os debates não apenas sobre a natureza da tecnologia, mas seu uso por big techs. e aqui, no lan house,

cinema brasileiro: um projeto de amnésia, com thiago ora
hoje o programa retorna ao seu primeiro convidado: thiago ora, um dos grandes videoensaístas deste país. pessoalmente, gosto demais do episódio lá de trás, em que conversamos sobre cinema, soft power e capitalismo. mas a aula que o thiago dá aqui é muito especial. uma cartografia da produção audiovisual brasileira, dos desafios que temos pela frente e, essencialmente, sobre as profundas transforma

as consequências de ser influencer
sou influenciador há cinco anos. como isso mexe com a minha cabeça e quais efeitos ser hiperexposto a minha imagem causou na minha forma de ver as coisas e me perceber? minha persona substituiu meu reflexo no espelho?--muito obrigado a todos os membros do cybercafé e a todo mundo que tem apoiado o lan house. toda semana eu me revigoro fazendo isso aqui. se quiser fazer parte do nosso clube, pra al

os clones formados a partir dos nossos dados
por onde navegamos, deixamos uma trilha de dados. as grandes companhias de tecnologia coletam cada um destes farelos deixados pra trás e, a partir deles, assimilam uma versão digital do nosso corpo. essa sombra, que reconhece nossa voz, nossos endereços, caminhos, rosto, gostos, medos e desejos, se torna um modelo de simulação e previsão de comportamento. e, a partir dela, quem nos vigia consegue,

ansiedade e meu uso de substâncias
há alguns dias, fiz trinta e um anos. aqui, falo sobre crescer na internet, meu fantasma da ansiedade, as substâncias lícitas e ilícitas que me bagunçaram e me realinharam e o impacto de ter me tornado influenciador no meio do meu caminho em direção ao futuro.o lan house é minha plataforma de pesquisa, conversa e elaboração. mas nem toda semana dá pra elaborar tanto, e nem toda semana meu objeto d

dismorfia de selfie
quando você se olha na lente da selfie, o que olha de volta pra você? e por que é tão diferente de você, ao mesmo tempo em que, por vezes, parece ‘mais você’ do que o próprio reflexo do espelho?o ‘rosto de instagram’ reflete isso: uma padronização de padrões de beleza imposta pela linguagem algorítmica, que faz com que milhares de mulheres se sintam pressionadas a realizar procedimentos estéticos

a metafísica do 7x1
não é você, é ‘sabor você’nosso fluxo de pensamento de hoje reflete sobre o 11 de setembro brasileiro: o sete a um para a alemanha na copa do mundo de 2014.jornadas de junho, #NãoVaiTerCopa, impeachment da dilma, polarização do país, craques influencers e o colapso de um dos últimos mitos coletivos de brasil. há dez anos em negação, com o espírito fraturado e o avanço do pensamento liberal sobre u

não é você, é ‘sabor você’
não é cowboy, é sabor cowboy. não é biscoito com recheio de chocolate, é biscoito com recheio sabor chocolate. não é você, é uma coletânea dos seus dados editada para apelar a um contexto algorítmico.cada vez mais, vivemos para alimentar uma representação virtual de nós mesmos com a qual desejamos estar associados. fatiados em diversas personas para diferentes redes sociais - todas online ao mesmo

o jornalismo no faroeste digital, com paulo motoryn
a conversa de hoje é com paulo motoryn, editor do the intercept brasil, veículo responsável pelo recente furo sobre o financiamento do filme ‘dark horse’, de jair bolsonaro, por daniel vorcaro, e também pela vaza-jato (divulgação das mensagens que colocaram a operação em suspeição em 2019). a algoritmização do mundo e o fim do monopólio da verdade pela grande mídia produziram o colapso de um senso

como fazer sentido das coisas em tempos digitais: permanência / lan house + zerezes com andré alves
o 'eu' das rede sociais é um espelho fragmentado - e destes casos se faz um inteiro em cada aba diferente. nesse contexto descontextualizado, de produção de imagens frenéticas e sem lastro que significam identidade, como fazemos para entender quem somos? e quais são os efeitos em estar há tantos anos expostos a uma produção de subjetividade algorítmica, acelerada e muito mais obcecada por

a política dos algoritmos / lan house ao vivo com virgílio almeida no faísca festival
salve, belo horizonte! pela primeira vez, o lan house pegou a estrada: gravamos um episódio ao vivo, diretamente da faísca, o festival de livros estranhos mais legal do mundo. zines e trabalhos gráficos de artistas nacionais e, também, internacionais, junto a debates fantásticos sobre o agora e o futuro. neste episódio, conversamos sobre a ‘a política dos algoritmos’, livro homônimo escrito por vi

necromancia digital, com fernando salis
esse episódio é muito especial: fernando salis é meu orientador de mestrado e um dos melhores professores que já tive - dentre muitas coisas, é professor titular da ECO/UFRJ.-como se faz sentido da vida se não temos mais o direito à morte? na nossa atual existência pós-humana, questionamos, aflitos, se a inteligência artificial será capaz de infiltrar nas nossas relações. pois ela já se infiltrou,

o fenômeno dos 'homens performáticos'
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.com--o que é ser ‘performático’? o que é ser um ‘homem performático’? este discurso, a ideia de que existem atitudes e comportamentos que são feitos não para ter um fim em si, mas para alimentar uma representação de si mais do que a si próprio, uma imagem a qual se deseja estar associado e que importa mais do que a suposta rea

quem tem direito ao offline?
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.com--estamos todos exaustos do tempo excessivo de tela e da vida achatada e afunilada por algoritmos e scrolls infinitos. desta fadiga, surge o sonho da desconexão. o desejo de não apenas sentir-se presente, mas de ser percebido e visto como algúem presente. interessado, interessante.a quem pertence o offline? quem tem o direi

vamos todos nos apaixonar por máquinas
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.com--a adoção massiva de inteligência artificial não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’. na vida automatizada e líquida, temos muitas lacunas prontas para a adoção massiva de i.a: falta de tempo para os amigos ou vínculos reais; epidemia de solidão; necessidades amorosas, atomização do sujeito, produtividade profissional,

a espiral algorítmica do mau gosto
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.com--este não é um vídeo sobre epidemia de remakes ou franquias, mas como chegamos até aqui. abaixe as armas, por favor, pois nenhum debate aqui é individualizador. quero pensar o nosso estado de ‘eterno presente’ a partir da lógica algorítmica ao qual a nossa produção de gosto foi imposta - se há décadas atrás, tínhamos nossa

a lacuna lúdica dos videogames
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comvideogames são mídias interativas. e quando se é criança, há uma certa ingenuidade sobre o que não é mostrado, especialmente a partir de limitações gráficas, da época - casas que não podemos entrar, ruas que não podemos virar, cidades no horizonte que não podemos conhecer. mas a representação está ali, costurada e contextua

a duplicação do mundo e o ‘eu’ hiperreal (episódio especialíssimo)
este não é um episódio normal do lan house. na verdade, o áudio acima é meu maior e mais investido trabalho na internet até hoje - uma pesquisa de mais de um ano sobre o nosso processo de produção de duplos virtuais. quando você se olha na câmera de selfie, se vê do outro lado. mas é você mesmo que se encara de volta?o que está posto do outro lado da tela é alguém terrivelmente parecido com você,

o fim dos influenciadores e a inteligência artificial
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comentramos na era da ‘pós-representação’: nos rasparam tantos dados que eles agora copulam entre si e geram pessoas e cenas inexistentes. a inteligência artificial nos clona e se clona. e a gente rebaixa a nossa humanidade pra caber na boca da máquina. o episódio de hoje é um papo bem especial pra mim, porque passeia por ques

a digitalização do afeto na economia da atenção
tento falar, nesse episódio, sobre a correlação entre nosso ecossistema informacional atual e a epidemia de solidão que diversos países do mundo atravessam. como os aplicativos que tornam a nossa vida hiperconveniente também atrofiam nossa capacidade de se relacionar com outras pessoas e desenvolver um afeto não-performado? indico, evidentemente, ‘amor líquido’ de zygmunt bauman. também indico ‘ka

da pandemia ao fim do mundo - a um novo mundo?
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comconsumir o fim do mundo faz com que a gente absorva a sua inevitabilidade? o que aconteceu com as nossas ferramentas de produção de sentido? ainda dá pra recuperar a capacidade de sonhar e desatrofiar nosso imaginário?o lan-house é um projeto autofinanciado e meu maior xodó. todo compartilhamento, indicação, comentário ou e

há futuro coletivo na era digital? / com jota marques
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.coma infância como projeto de país. se eu bato tanto na tecla de coletividade e produção de sentido, o lan house dessa semana vem justamente pra gente lembrar dos desafios desse discurso - até pra que ele não fique tão somente restrito à superfície. numa troca bem especial com o jota marques - educador popular, ex-conselheiro

o inconsciente digital e o show do 'eu' / lan house com andré alves
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comeste episódio do 'lan house' repete, pela primeira vez, um convidado. e vale a pena demais :)o andré alves, psicanalista, autor e fundador do instituto float - que você talvez conheça pelo podcast 'vibes em análise' é alguém por quem tenho profunda admiração. nessa troca, que eu chamo de privilégio, conversa

os perigos da nostalgia, com andrey raychtock
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comeste episódio do 'lan house' não é sobre futebol - ele é sobre as armadilhas da memória.eu, matheus, sou bastante apaixonado por pensar e estudar a forma com a qual interagimos, resgatamos e catalogamos o passado. talvez por isso este tenha sido um dos programas mais longos até então: eu não conseguia parar de conve

um filme não precisa ser explicado, com philippe leão
se por um lado conversamos sobre a 'conteúdização' de um audiovisual cada vez mais acelerado, picotado e supérfluo em seus grandes produtos culturais, o que está do outro lado do espectro?eu e philippe leão ( @profphilippeleao ) já tivemos alguns papos maravilhosos, mas todos com uma carga muito crítica em relação ao estado atual da indústria cultural. hoje vamos inverter isso. experienc

as dores e delícias de performar a si mesmo, com valen bandeira
instagram e tiktok: @sodremattextos em sodremat.substack.comtanto eu quanto valen bandeira, em trajetórias diferentes, tivemos uma persona virtual criada do zero e por nós mesmos em um momento onde o mundo todo estava trancado em casa.desta persona, nasceram relações virtuais e uma imagem que se tornou nossa forma de ganhar a vida. aqui, a gente conversa num papo bem livre sobre essas nuances: hip

a infância como máquina do tempo e o futuro não-linear
instagram e tiktok: @sodremattextos em sodremat.substack.com vamos falar sobre a nossa criança. também, sobre o nosso idoso. ainda mais, sobre a percepção do tempo como um lugar não-linear experienciado tanto nos nossos corpos e memórias como também no mundo ao nosso redor. por que é importante carregar na nossa forma de pensar um repertório de todas as nossas idades? e qual é o impacto disso na f

a importância de sentir tédio
instagram e tiktok: @sodremattextos em sodremat.substack.como primeiro episódio do ano do lan house é sobre tédio. sobre a importância de ficar entediado e o poder que tem o ócio. é também sobre a captura desse poder por tecnologias algoritmizadas que exteriorizam a nossa consciência e nos furtam, portanto, de muitos aspectos essenciais da nossa produção de subjetividade e consequente felicidade.s

uma conversa com meu professor da escola
instagram e tiktok: @sodremattextos em sodremat.substack.como último episódio do ano do lan house é muito, muito especial pra mim: converso com diogo mendes, meu professor de literatura do ensino médio, sobre educação, afeto, troca, sala de aula, futuro, adolescência e muitas coisas outras. tenho hoje a idade que diogo tinha quando me deu aula, no alto dos meus 15 anos, e meu encontro com ele foi

como reaprender a gostar das coisas, com orlando calheiros
instagram e tiktok: @sodremattextos em sodremat.substack.comprometo que o episódio de hoje tem mais foco do que as lentes da minha câmera, até porque o tema é bastante pessoal pra mim e reflete uma jornada do meu último ano e meio: como escapar do cinismo individualizador produzido pelas redes e voltar a produzir sentido, entusiasmo e interesse sobre a vida?pra ensaiar sobre isso, escutei o orland

da socialização na internet ao viés da amargura do twitter
terceiro episódio em vídeo do lan house. luzes melhorando e som também. cenário quase lá. uma adicão maravilhosa, e uma das coisas mais especiais que já fizeram pra mim, agora integra o ambiente: esse tapete personalizado dos amigos da @voadortecelagem <3eu sempre falo que sou nascido e criado na internet. então, resolvi discorrer um pouco sobre minha infância e adolescência no mundo encantado

autenticidade na era do algoritmo, com bella camero
vale a pena tornar-se influencer da sua profissão?o segundo episódio da retomada do lan house, um programa de papos analógicos sobre o mundo digital. agora, semanal. agora, também em vídeo. o som tá melhorando e a luz também, mas é gostoso colocar as engrenagens em movimento. paciência, tô entendendo o jeito mais legal de fazer as coisas!!!no episódio de hoje, conversei com a bella camero sobre a

eu, influenciador, e minha vulnerabilidade-vitrine
o primeiro episódio da retomada do lan house. agora, semanal. agora, também em vídeo. o som vai melhorar e a luz também, mas é gostoso colocar as engrenagens em movimento. resolvi me abrir um pouco e testar minha capacidade de vulnerabilidade nesse formato novo. também, pensar sobre as tensões provocadas entre a minha hiperexposição ao longo dos anos de internet e a resultante disso em quem eu sou

a crítica cultural na economia de atenção / com carol prado e dora guerra
essa conversa é uma perspectiva de quem lida diariamente com um jornalismo que precisa disputar espaço com conteúdo e com informação que precisa disputar espaço com entretenimento. quais que elas acham que são os caminhos futuros da indústria musical - e do jornalismo musical e da crítica cultural, por consequência.A gente falou de contracultura, música brasileira, caixa de som no espaço público e

internet dos anos 2000 e não-binariedade / com juvi chagas
esse episódio é uma conversa saudosa - mas não nostálgica e paralisada - entre duas pessoas que cresceram numa internet que se pretendia coletiva e cheia de experimentações diferentes orientadas para a conexão entre pessoas. jogos online, fóruns de nicho, comunidades no Orkut, MSN - todos vestígios de um ciberespaço que, há não muito tempo, era um lugar em que a gente entrava e saía - e não um oce

cultura de celebridade antes e depois das redes sociais / com gab ferreira
o que mudou na produção de estrelas na cultura pop depois que o mundo se digitalizou? como a nossa relação com celebridades - e consumo das suas vidas e ideias - se transformou? onde começa a criação de conteúdo e termina a artista? é possível dar certo na indústria musical sem alavancar uma carreira nas redes sociais? várias perguntas, poucas respostas, muita especulação. lan-house!the end of the

a virtualização da subjetividade / com andré alves
nós estamos passando por um processo de digitalização da nossa identidade - e, também, da nossa subjetividade. saímos do mundo real pra nuvem, mas nem tudo é de interesse ou capacidade de extração dela. quais ingredientes ficam de fora da produção de um ‘eu’ virtual e o que falta na nossa cada vez mais complexa identidade virtual?links: ‘doppelganger’, livro de naomi klein sobre o mundo espelhado

existe influenciador do bem? / com mari krüger
a conversa da vez é com a mari kruger, que é pesquisadora, bióloga, cientista, DJ e um dos maiores fenômenos de comunicação em rede social do brasil. a gente conversou sobre um lugar que tanto eu quanto ela temos enquanto ocupação: o de um “influenciador” que trabalha com informação e os desafios e contradições disso se sustentar a partir de um modelo publicitário.esse fenômeno não é novo, mas ess

cinema, soft power e capitalismo tardio / com thiago ora
muita gente acha que o cinema nacional “não dá certo” porque faz produções que não parecem versões hollywoodianas das nossas histórias.ou seja: somos estrangeiros às nossas próprias imagens. olhamos o que vem de dentro e com estranheza porque não se parece com o que vem de fora.high school, prom, cheerleaders, jocks, halloween, subúrbios estadunidenses - somos naturalizados sem cidadania na cultur











