
lan house
Conversas analógicas sobre o mundo digital. O podcast explora temas relacionados à tecnologia, internet e cultura digital de forma descontraída e reflexiva.
Episódios
a metafísica do 7x1
não é você, é ‘sabor você’nosso fluxo de pensamento de hoje reflete sobre o 11 de setembro brasileiro: o sete a um para a alemanha na copa do mundo de 2014.jornadas de junho, #NãoVaiTerCopa, impeachment da dilma, polarização do país, craques influencers e o colapso de um dos últimos mitos coletivos de brasil. há dez anos em negação, com o espírito fraturado e o avanço do pensamento liberal sobre u
não é você, é ‘sabor você’
não é cowboy, é sabor cowboy. não é biscoito com recheio de chocolate, é biscoito com recheio sabor chocolate. não é você, é uma coletânea dos seus dados editada para apelar a um contexto algorítmico.cada vez mais, vivemos para alimentar uma representação virtual de nós mesmos com a qual desejamos estar associados. fatiados em diversas personas para diferentes redes sociais - todas online ao mesmo
fazer jornalismo no faroeste digital, com paulo motoryn
a conversa de hoje é com paulo motoryn, editor do the intercept brasil, veículo responsável pelo recente furo sobre o financiamento do filme ‘dark horse’, de jair bolsonaro, por daniel vorcaro, e também pela vaza-jato (divulgação das mensagens que colocaram a operação em suspeição em 2019). a algoritmização do mundo e o fim do monopólio da verdade pela grande mídia produziram o colapso de um senso
como fazer sentido das coisas em tempos digitais: permanência / lan house + zerezes com andré alves
o 'eu' das rede sociais é um espelho fragmentado - e destes casos se faz um inteiro em cada aba diferente. nesse contexto descontextualizado, de produção de imagens frenéticas e sem lastro que significam identidade, como fazemos para entender quem somos? e quais são os efeitos em estar há tantos anos expostos a uma produção de subjetividade algorítmica, acelerada e muito mais obcecada por
a política dos algoritmos / lan house ao vivo com virgílio almeida no faísca festival
salve, belo horizonte! pela primeira vez, o lan house pegou a estrada: gravamos um episódio ao vivo, diretamente da faísca, o festival de livros estranhos mais legal do mundo. zines e trabalhos gráficos de artistas nacionais e, também, internacionais, junto a debates fantásticos sobre o agora e o futuro. neste episódio, conversamos sobre a ‘a política dos algoritmos’, livro homônimo escrito por vi
a vida sem direito à morte, com fernando salis
esse episódio é muito especial: fernando salis é meu orientador de mestrado e um dos melhores professores que já tive - dentre muitas coisas, é professor titular da ECO/UFRJ.-como se faz sentido da vida se não temos mais o direito à morte? na nossa atual existência pós-humana, questionamos, aflitos, se a inteligência artificial será capaz de infiltrar nas nossas relações. pois ela já se infiltrou,
o fenômeno dos 'homens performáticos'
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.com--o que é ser ‘performático’? o que é ser um ‘homem performático’? este discurso, a ideia de que existem atitudes e comportamentos que são feitos não para ter um fim em si, mas para alimentar uma representação de si mais do que a si próprio, uma imagem a qual se deseja estar associado e que importa mais do que a suposta rea
quem tem direito ao offline?
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.com--estamos todos exaustos do tempo excessivo de tela e da vida achatada e afunilada por algoritmos e scrolls infinitos. desta fadiga, surge o sonho da desconexão. o desejo de não apenas sentir-se presente, mas de ser percebido e visto como algúem presente. interessado, interessante.a quem pertence o offline? quem tem o direi
vamos todos nos apaixonar por máquinas
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.com--a adoção massiva de inteligência artificial não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’. na vida automatizada e líquida, temos muitas lacunas prontas para a adoção massiva de i.a: falta de tempo para os amigos ou vínculos reais; epidemia de solidão; necessidades amorosas, atomização do sujeito, produtividade profissional,
a espiral algorítmica do mau gosto
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.com--este não é um vídeo sobre epidemia de remakes ou franquias, mas como chegamos até aqui. abaixe as armas, por favor, pois nenhum debate aqui é individualizador. quero pensar o nosso estado de ‘eterno presente’ a partir da lógica algorítmica ao qual a nossa produção de gosto foi imposta - se há décadas atrás, tínhamos nossa
a lacuna lúdica dos videogames
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comvideogames são mídias interativas. e quando se é criança, há uma certa ingenuidade sobre o que não é mostrado, especialmente a partir de limitações gráficas, da época - casas que não podemos entrar, ruas que não podemos virar, cidades no horizonte que não podemos conhecer. mas a representação está ali, costurada e contextua
a duplicação do mundo e o ‘eu’ hiperreal (episódio especialíssimo)
este não é um episódio normal do lan house. na verdade, o áudio acima é meu maior e mais investido trabalho na internet até hoje - uma pesquisa de mais de um ano sobre o nosso processo de produção de duplos virtuais. quando você se olha na câmera de selfie, se vê do outro lado. mas é você mesmo que se encara de volta?o que está posto do outro lado da tela é alguém terrivelmente parecido com você,
o fim dos influenciadores e a inteligência artificial
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comentramos na era da ‘pós-representação’: nos rasparam tantos dados que eles agora copulam entre si e geram pessoas e cenas inexistentes. a inteligência artificial nos clona e se clona. e a gente rebaixa a nossa humanidade pra caber na boca da máquina. o episódio de hoje é um papo bem especial pra mim, porque passeia por ques
a digitalização do afeto na economia da atenção
tento falar, nesse episódio, sobre a correlação entre nosso ecossistema informacional atual e a epidemia de solidão que diversos países do mundo atravessam. como os aplicativos que tornam a nossa vida hiperconveniente também atrofiam nossa capacidade de se relacionar com outras pessoas e desenvolver um afeto não-performado? indico, evidentemente, ‘amor líquido’ de zygmunt bauman. também indico ‘ka
da pandemia ao fim do mundo - a um novo mundo?
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comconsumir o fim do mundo faz com que a gente absorva a sua inevitabilidade? o que aconteceu com as nossas ferramentas de produção de sentido? ainda dá pra recuperar a capacidade de sonhar e desatrofiar nosso imaginário?o lan-house é um projeto autofinanciado e meu maior xodó. todo compartilhamento, indicação, comentário ou e
há futuro coletivo na era digital? / com jota marques
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.coma infância como projeto de país. se eu bato tanto na tecla de coletividade e produção de sentido, o lan house dessa semana vem justamente pra gente lembrar dos desafios desse discurso - até pra que ele não fique tão somente restrito à superfície. numa troca bem especial com o jota marques - educador popular, ex-conselheiro
o inconsciente digital e o show do 'eu' / lan house com andré alves
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comeste episódio do 'lan house' repete, pela primeira vez, um convidado. e vale a pena demais :)o andré alves, psicanalista, autor e fundador do instituto float - que você talvez conheça pelo podcast 'vibes em análise' é alguém por quem tenho profunda admiração. nessa troca, que eu chamo de privilégio, conversa
os perigos da nostalgia, com andrey raychtock
instagram e tiktok, vídeos curtos: @sodremattextos em sodremat.substack.comeste episódio do 'lan house' não é sobre futebol - ele é sobre as armadilhas da memória.eu, matheus, sou bastante apaixonado por pensar e estudar a forma com a qual interagimos, resgatamos e catalogamos o passado. talvez por isso este tenha sido um dos programas mais longos até então: eu não conseguia parar de conve
um filme não precisa ser explicado, com philippe leão
se por um lado conversamos sobre a 'conteúdização' de um audiovisual cada vez mais acelerado, picotado e supérfluo em seus grandes produtos culturais, o que está do outro lado do espectro?eu e philippe leão ( @profphilippeleao ) já tivemos alguns papos maravilhosos, mas todos com uma carga muito crítica em relação ao estado atual da indústria cultural. hoje vamos inverter isso. experienc
as dores e delícias de performar a si mesmo, com valen bandeira
instagram e tiktok: @sodremattextos em sodremat.substack.comtanto eu quanto valen bandeira, em trajetórias diferentes, tivemos uma persona virtual criada do zero e por nós mesmos em um momento onde o mundo todo estava trancado em casa.desta persona, nasceram relações virtuais e uma imagem que se tornou nossa forma de ganhar a vida. aqui, a gente conversa num papo bem livre sobre essas nuances: hip
a infância como máquina do tempo e o futuro não-linear
instagram e tiktok: @sodremattextos em sodremat.substack.com vamos falar sobre a nossa criança. também, sobre o nosso idoso. ainda mais, sobre a percepção do tempo como um lugar não-linear experienciado tanto nos nossos corpos e memórias como também no mundo ao nosso redor. por que é importante carregar na nossa forma de pensar um repertório de todas as nossas idades? e qual é o impacto disso na f
a importância de sentir tédio
instagram e tiktok: @sodremattextos em sodremat.substack.como primeiro episódio do ano do lan house é sobre tédio. sobre a importância de ficar entediado e o poder que tem o ócio. é também sobre a captura desse poder por tecnologias algoritmizadas que exteriorizam a nossa consciência e nos furtam, portanto, de muitos aspectos essenciais da nossa produção de subjetividade e consequente felicidade.s
uma conversa com meu professor da escola
instagram e tiktok: @sodremattextos em sodremat.substack.como último episódio do ano do lan house é muito, muito especial pra mim: converso com diogo mendes, meu professor de literatura do ensino médio, sobre educação, afeto, troca, sala de aula, futuro, adolescência e muitas coisas outras. tenho hoje a idade que diogo tinha quando me deu aula, no alto dos meus 15 anos, e meu encontro com ele foi
como reaprender a gostar das coisas, com orlando calheiros
instagram e tiktok: @sodremattextos em sodremat.substack.comprometo que o episódio de hoje tem mais foco do que as lentes da minha câmera, até porque o tema é bastante pessoal pra mim e reflete uma jornada do meu último ano e meio: como escapar do cinismo individualizador produzido pelas redes e voltar a produzir sentido, entusiasmo e interesse sobre a vida?pra ensaiar sobre isso, escutei o orland
da socialização na internet ao viés da amargura do twitter
terceiro episódio em vídeo do lan house. luzes melhorando e som também. cenário quase lá. uma adicão maravilhosa, e uma das coisas mais especiais que já fizeram pra mim, agora integra o ambiente: esse tapete personalizado dos amigos da @voadortecelagem <3eu sempre falo que sou nascido e criado na internet. então, resolvi discorrer um pouco sobre minha infância e adolescência no mundo encantado
autenticidade na era do algoritmo, com bella camero
vale a pena tornar-se influencer da sua profissão?o segundo episódio da retomada do lan house, um programa de papos analógicos sobre o mundo digital. agora, semanal. agora, também em vídeo. o som tá melhorando e a luz também, mas é gostoso colocar as engrenagens em movimento. paciência, tô entendendo o jeito mais legal de fazer as coisas!!!no episódio de hoje, conversei com a bella camero sobre a
eu, influenciador, e minha vulnerabilidade-vitrine
o primeiro episódio da retomada do lan house. agora, semanal. agora, também em vídeo. o som vai melhorar e a luz também, mas é gostoso colocar as engrenagens em movimento. resolvi me abrir um pouco e testar minha capacidade de vulnerabilidade nesse formato novo. também, pensar sobre as tensões provocadas entre a minha hiperexposição ao longo dos anos de internet e a resultante disso em quem eu sou
a crítica cultural na economia de atenção / com carol prado e dora guerra
essa conversa é uma perspectiva de quem lida diariamente com um jornalismo que precisa disputar espaço com conteúdo e com informação que precisa disputar espaço com entretenimento. quais que elas acham que são os caminhos futuros da indústria musical - e do jornalismo musical e da crítica cultural, por consequência.A gente falou de contracultura, música brasileira, caixa de som no espaço público e
internet dos anos 2000 e não-binariedade / com juvi chagas
esse episódio é uma conversa saudosa - mas não nostálgica e paralisada - entre duas pessoas que cresceram numa internet que se pretendia coletiva e cheia de experimentações diferentes orientadas para a conexão entre pessoas. jogos online, fóruns de nicho, comunidades no Orkut, MSN - todos vestígios de um ciberespaço que, há não muito tempo, era um lugar em que a gente entrava e saía - e não um oce
cultura de celebridade antes e depois das redes sociais / com gab ferreira
o que mudou na produção de estrelas na cultura pop depois que o mundo se digitalizou? como a nossa relação com celebridades - e consumo das suas vidas e ideias - se transformou? onde começa a criação de conteúdo e termina a artista? é possível dar certo na indústria musical sem alavancar uma carreira nas redes sociais? várias perguntas, poucas respostas, muita especulação. lan-house!the end of the
a virtualização da subjetividade / com andré alves
nós estamos passando por um processo de digitalização da nossa identidade - e, também, da nossa subjetividade. saímos do mundo real pra nuvem, mas nem tudo é de interesse ou capacidade de extração dela. quais ingredientes ficam de fora da produção de um ‘eu’ virtual e o que falta na nossa cada vez mais complexa identidade virtual?links: ‘doppelganger’, livro de naomi klein sobre o mundo espelhado
existe influenciador do bem? / com mari krüger
a conversa da vez é com a mari kruger, que é pesquisadora, bióloga, cientista, DJ e um dos maiores fenômenos de comunicação em rede social do brasil. a gente conversou sobre um lugar que tanto eu quanto ela temos enquanto ocupação: o de um “influenciador” que trabalha com informação e os desafios e contradições disso se sustentar a partir de um modelo publicitário.esse fenômeno não é novo, mas ess
cinema, soft power e capitalismo tardio / com thiago ora
muita gente acha que o cinema nacional “não dá certo” porque faz produções que não parecem versões hollywoodianas das nossas histórias.ou seja: somos estrangeiros às nossas próprias imagens. olhamos o que vem de dentro e com estranheza porque não se parece com o que vem de fora.high school, prom, cheerleaders, jocks, halloween, subúrbios estadunidenses - somos naturalizados sem cidadania na cultur











