
Balanço e Fúria
O podcast "Balanço e Fúria" explora as conexões entre música e política, analisando como essas duas áreas se influenciam mutuamente. Apresentado por Rodrigo Corrêa, o programa oferece interpretações e reflexões sobre o papel da música no contexto político. Cada episódio aborda temas que cruzam expressões artísticas com questões sociais e históricas. É uma escuta essencial para quem busca entender a relação entre cultura e poder.
Episódios

Cyberpunk do subúrbio – Cristiano Onofre como testemunha do apocalipse
Cristiano Onofre (AKA Fora de Compasso, AKA Crizin da Z.O.) é um artista que traz em suas obras a síntese do colapso, o testemunho da lixificação e a relação com a fragmentação da linguagem, mobilizando de forma singular aquilo que hoje pode ser chamado de pós-ironia.Nesta conversa, remontamos sua trajetória, marcada pelo punk, pelo autodidatismo nas artes visuais e pela relação com a cultura digi

O estado da arte do funk carioca, com Taísa Machado
Durante a última década, pudemos acompanhar a ampliação do ecossistema artístico que compõe o funk, reverberando o que está presente na dimensão musical e na cultura de baile para outros campos, como a pintura, a fotografia, o cinema, a instalação e a performance.Imaginar que essas produções possam encontrar espaço em ambientes institucionais, receber outras chancelas e alcançar novos públicos pod

Sound System guerrilha – cartografias, práticas e vibrações, com Dani Pimenta e Natan Nascimento
A relevância de uma cultura pode ser constatada não apenas por sua capacidade de mobilizar público e alcançar visibilidade, mas também pelas diversas iniciativas que surgem daqueles que constroem essa comunidade, articulando outras frentes, que, no caso desta conversa, se dedicam à preservação da memória e à criação de um arquivo voltado ao mapeamento da diversidade territorial e formal dos Sound

Da fábrica de bico à fábrica de Marighella – pesquisas e tecnologias entre funk, trap e grime, com Fleezus
A música Fábrica de Bico, do MC Zói de Gato, pode ser considerada um dos marcos em termos de consumo de música pela internet no Brasil. O registro mais antigo no YouTube é de 16 anos atrás, e o vídeo mais acessado tem cerca de 13 milhões de visualizações. Mas a música é mais antiga que isso, e seu impacto foi maior.Muito provavelmente, essa é uma impressão localizada, especialmente para quem cresc

Quantos latinos um gringo aguenta? com Claudia Manzo
2026 começou marcado por uma série de acontecimentos que colocaram a América Latina no centro de disputas culturais e políticas. Do sequestro de Maduro, passando pela apresentação de Bad Bunny no Super Bowl, até o estrangulamento ainda mais violento dos Estados Unidos em relação a Cuba, vemos como cada um desses momentos produz impactos distintos no público. A euforia, o engajamento, ou a ausência

Breves notas sobre o privilégio (ou a falta dele), com Lê Almeida
Sonic youths de quebrada, Pavements da baixada, Guided by voices do subúrbio, Built to spills do interior… o começo dos anos 2000 no Brasil foi prolífico no que diz respeito à criação de uma cena daquilo que podemos chamar de "indie”, que nos anos 90 chamariam de “guitar”, mas com um frescor de descentralização ainda maior.A razão de isso ter acontecido talvez esteja diretamente relacionada à for

Keep the faith – o northern soul e o swing das margens com Lovesteady
Depois de uma semana inteira trancafiados por quase 10 horas diárias em uma fábrica qualquer de alguma cidade ao norte da Inglaterra, jovens entediados ansiavam pelos finais de semana e pelo encontro nos clubes que celebravam os singles mais raros de soul estadunidense dos anos 60. A camisa de botão mais bem passada, o sapato mais bem lustrado, anfetamina no bolso e acrobacias na pista de dança. O

Uma extrema-direita pra cada um – capitalistas, militares e cidadãos comuns com Odilon Caldeira Neto
De 2016 para cá, já passou tempo suficiente para que deixemos de tratar a variada gama que compõe o espectro da extrema-direita mundial como uma novidade. Nesse intervalo, surgiram novas nuances, impulsionadas sobretudo pelo desenvolvimento tecnológico e pelas expressões culturais oriundas dos ambientes digitais, mas hoje nada disso nos surpreende. Após dez anos da primeira eleição de Trump e do g

Deus para ateus – espiritualidade, relação, negrume e alumbramento com Nathalia Grilo
Nas últimas conversas que tive com a Nathalia, em 2025, a ideia de gravar um episódio dedicado ao disco A Love Supreme, de John Coltrane, aparecia como algo recorrente, principalmente por conta da celebração dos 60 anos de seu lançamento.A gravação desse episódio não chegou a acontecer, mas a conversa que trazemos hoje, embora não seja sobre Coltrane nem sobre esse disco, pode ser lida como um tri

Saravah soundz – discos como memória da música de terreiro com Éden Barbosa
Os discos de vinil de macumba revelam uma camada complexa da vida cultural brasileira, em que o som dos terreiros, dos pontos cantados e das giras se transformava em mercadoria, objeto de curiosidade e também de devoção. Essas gravações, ao mesmo tempo em que documentavam práticas religiosas afro-brasileiras, circulavam num mercado que oscilava entre o fascínio e o preconceito, a exotização e o re

Baile na favela do maranhão – políticas do prazer e territórios em desaparecimento por Thaís Regina
A luta pelo espaço é também a luta pelo tempo. O tempo como lugar na história e o tempo em que é possível gozar, viver, ser.Neste episódio especial, produzido por meio do edital “Memórias do presente: comunicação em direitos humanos”, do Memorial da Resistência, a jornalista Thaís Regina investiga a história da Favela do Maranhão, território que nunca esteve nos mapas oficiais da cidade de São Pau
![A vanguarda da desesperança – o punk brasileiro entre a crise e a mobilização [FREQUÊNCIA PARALELA]](https://d3t3ozftmdmh3i.cloudfront.net/staging/podcast_uploaded_episode/8178349/8178349-1749403882647-33c0d6e75f9da.jpg)
A vanguarda da desesperança – o punk brasileiro entre a crise e a mobilização [FREQUÊNCIA PARALELA]
A falta de horizonte, a dificuldade de articular alternativas e de experimentar outra vida têm marcado nosso tempo de forma determinante, inaugurando sentimentos ainda sem nome e afetando nossa capacidade de mobilizar vontades e ações. Mas, se a desesperança é a condição que conseguimos reconhecer, por que não tomá-la como insumo para exercitar a criação de um novo vocabulário – capaz de deslocar

Por uma estética do conflito – arte como política de rua com Raphael Escobar
A prática artística de Raphael Escobar é também educacional e política. Marcada pelo trânsito entre museus, galerias e a rua – especialmente a Cracolândia – vemos nela a proposição do conflito como chave para subversão dos espaços e o escancaramento das contradições dos lugares tidos como públicos.Contra a tecnologia de morte aplicada pelo Estado sobre populações vulneráveis, blocos de carnaval, r

A crise é cognitiva – a guerra cultural e os fins da internet com Leonardo Foletto
Quem teve acesso à internet do fim dos anos 90 e começo dos anos 2000 jamais imaginaria que ela se tornaria um dos principais instrumentos para a elaboração do fascismo de nosso tempo, um impulsionador da crise política e estética, seguido da crise cognitiva que determinaria uma nova subjetividade em seus usuários, assim como uma nova definição de capitalismo ultraprecarizado e ultraliberal, que c

Contrapolíticas da noite – entre a festa, a crítica e a produção de memória com Laboratório Noturno
A noite nessa conversa não é só uma metáfora. Falamos, sim, de uma política rastejante, que se dá nas sombras, no descuido dos que descansam, capaz de revelar uma outra cidade sobre a cidade, mas que, no seu sentido literal, não tem como momento de reverberação a luz do dia.
O Laboratório Noturno é um coletivo/grupo/laboratório que reúne pessoas que fazem, vivem e pensam a noite em espaços para a

Os quase planos para 2025
2025 começou com uma torrente que mostrou que nosso ânimo do fim do ano passado demandaria mais energia e rigor do que esperávamos.
Passaram-se pouco mais de 20 dias desde que o ano começou, e a fragmentação do tempo, da atenção e das redes sociais está aceleradíssima, mais do que nunca, e com uma pitada ainda mais pesada de fascismo nessa combinação toda.
Pelo menos nossos planos não foram desba

Som, tempo e lugar – o rap nacional entre territórios e gerações com GOG
É impossível pensar a história do rap nacional desatrelada da história de seus territórios. Dizer isso pode soar básico demais, já que todo fenômeno cultural pode ser analisado a partir de seu lugar de origem, mas no caso do rap, a quebrada assume um lugar fundamental em sua forma.“Periferia é periferia em qualquer lugar”, diz a clássica “Brasília Periferia”, de nosso convidado, @gogpoeta, e é daí

Ressonâncias invisíveis – o experimental e o popular entre Garanhuns e Nova York com Arto Lindsay
Arto Lindsay viveu entre o Brasil e os Estados Unidos, atravessando momentos definitivos para as artes visuais, a contracultura e a música experimental. Músico, compositor, produtor e artista multimídia, iniciou sua relação com o Brasil aos três anos, quando a família missionária se mudou para Pernambuco.
Sua condição de proximidade e ao mesmo tempo distanciamento das produções que se davam entre

EXTRA! – Punk reggae party, Restos de nada, Sistah Chilli e Cisma com Felix Barreira e Ariel Invasor
Um episódio – ou uma convocação – para a próxima @punkreggaeparty, que acontece domingo, 10 de novembro, de graça!
Em conversa com @felixbarreira e @arielinvasor, comentamos a edição da festa que terá a reunião da primeira banda punk do Brasil, Restos de Nada, lançamento do novo álbum em vinil da @sistahchilli e o segundo show do @cismacisma_.
Na discotecagem em vinil, a seleção conhecida do resid

Radical Records – música independente e lutas por libertação com Marcelo Viegas e André Maleronka
A popularização do disco de vinil como forma dominante de distribuição musical em meados do século XX foi importante não apenas para que artistas conseguissem difundir sua música de forma independente, mas também para que movimentos de libertação, campanhas de solidariedade, organizações comunitárias e iniciativas de conscientização ampliasssem o alcance de suas mensagens.Radical Records – Uma enc

Pega fogo cabaré – o agronegócio e o sertanejo como trilha sonora de um mundo em chamas com Douglas Rodrigues Barros
Quando a nossa noção de uma elite capitalista brasileira, antes industrial e urbana, se desloca para a ideia de uma elite do interior do país dada a produção de commodities, a difusão ainda mais marcante do sertanejo (ou "agronejo") opera como expressão que corrobora com o desejo de representação dessa elite no imaginário cultural.
Agora, o sujeito que trabalha com a terra é representado

Descendente de Yasuke – especulando conexões entre a cultura pop do Japão e o rap com Nill
Ao nos voltarmos para a história das comunidades negras dos Estados Unidos, podemos facilmente identificar inspirações no campo da cultura, da produção política e artística, vindas de referências do leste asiático.
Da relação entre os Black Panthers e o maoísmo, passando pela Blaxploitation e os filmes de kung-fu, continuando através de grupos e artistas como Wu-Tang Clan, Afu-Ra, Planet Asia, Jer

Abalar a cidade – música e capitalismo, espaço e tempo
Pode a música ser um elemento catalisador de mobilizações coletivas, ocupações, revoltas e criação de outras formas de vida?
Em "Abalar a cidade – música e capitalismo, espaço e tempo", livro lançado pela @sobinfluencia mês passado, Alexander Billet examina as interações entre música e movimentos de libertação, retomadas de espaços públicos e criação de coletividades que podem escapar aos monopól

Hip-hop hackers - a internet e a estética do rap underground nos anos 2000 com De Leve
A popularização da internet no começo dos anos 2000 foi responsável não só por revolucionar a forma e a velocidade com que as pessoas se comunicavam e compartilhavam informação, como também influenciou linguagens, modos de produção e distribuição do que era produzido.
No Brasil, o coletivo de rap carioca Quinto Andar foi a representação máxima desse espírito do tempo, que refletia a ruptura est

Ameaça menor – breves notas sobre o punk e a infância com Jonas Dornelles e Zé Ulisses
É comum percebermos a potência do punk a partir de suas diversas manifestações políticas e estéticas, de sua interlocução com movimentos sociais variados e com vanguardas artísticas, mas apesar de ser tão explícito em sua história e produção, a infância é algo que fica invisível em discussões que tem o punk como tema.A história do punk foi construída por pessoas que tiveram acesso à essa cultura a

Under me sleng teng – a vibração do dancehall entre a Jamaica e o Brasil com Ricardo Magrão e Lei Di Dai
A história da música jamaicana nos diz muito sobre a história da própria Jamaica.
Se no início dos anos 60 o processo de libertação do colonialismo britânico implicou na necessidade do desenvolvimento de um gênero musical que representasse a identidade jamaicana, dando origem ao Ska, e nos anos 70, o Roots vem aliado à temáticas que remetiam aos movimentos de libertação da África e de consciênci

Stranger fruit – a imaginação das mulheres negras no jazz com Nathalia Grilo
Essa conversa que retoma à contrapelo a história do jazz, se desenvolve não só na intenção de demonstrar a presença das mulheres na construção do som e do pensamento, mas também no exercício de trazer à vista o que há de belo e estranho nessas elaborações sonoras e intelectuais, combatendo a ideia de "diva" e "musa" e celebrando o potencial no que há de experimental, no control

A Vanguarda Paulista Instrumental e o jazz nos primórdios da música independente no Brasil com Renan Ruiz
O exercício de pensar o lugar da música instrumental em associação ao seu contexto histórico demanda mais que uma especulação voltada aos artistas e às suas obras, demanda considerar as minúcias das entrelinhas, os procedimentos das produções, o vocabulário que permeia a universo dessas expressões.
Nessa conversa com Renan Ruiz, percebemos que a Vanguarda Paulista Instrumental não só foi fundamen

O jazz afropindorâmico do Maranhão com Tonny Araújo Jr. e Isaías Alves
Mais do que a capital do reggae no Brasil, a história do Maranhão é marcada também pela produção jazzística que desde os anos 1920 não só se demonstra a partir da aparição de exímios músicos, como também é instrumento para leitura das contradições e lutas presentes entre as classes subalternizadas no Brasil de ontem e hoje.
De Adhemar Corrêa à Tânia Maria, de New Orleans a São Luís, nessa conver
![Jazz is dead – o encontro entre a música brasileira e a estadunidense [DISCOTECAGEM COMENTADA]](https://d3t3ozftmdmh3i.cloudfront.net/staging/podcast_uploaded_episode/8178349/8178349-1693525060779-501334cf4d8c8.jpg)
Jazz is dead – o encontro entre a música brasileira e a estadunidense [DISCOTECAGEM COMENTADA]
Enquanto o Balanço e Fúria segue matutando formas de existir para além do podcast e novos episódios não surgem, trazemos aqui um material precioso.
No dia 5 de abril, na @intercommunalmusic, a Discotecagem Comentada teve o músico e produtor Adrian Younge (EUA) como convidado, em uma celebração mediada por @marialuizabr que atravessou sua formação enquanto pesquisador musical e suas produções, de

Antes que junho acabe – as reverberações político-estéticas das revoltas de 2013 com Mayara Vivian e Ordinária Hit
Em junho de 2023, as revoltas de junho de 2013 completam 10 anos, e se debruçar sobre este momento sem considerar pelo menos 10 anos antes e as composições artísticas e contraculturais que se somaram aos movimentos sociais e autônomos em diversas lutas anticapitalistas, que iam de manifestações contra o G8 até mobilizações pela tarifa zero, é um erro.
Nessa conversa não relembramos apenas dos gru

Beat pro Rick Bonadio chorar – a música eletrônica entre o funk e o forrózin com Gg Albuquerque
A música eletrônica legitimamente brasileira é aquela que radicaliza sua forma em espaços próprios, dispensando os centros, as grandes gravadoras e produtores tradicionais, para se dar em experimentos diversos que são desdobramentos do funk, do forró e de uma linguagem absolutamente sintonizada com o que interessa aos seus criadores e público.São as batidas de funk com texturas estranhas, agudos e

Espaços dissonantes – a política sonora da música experimental contemporânea no Brasil com Aline Vieira e Yuri Bruscky
Uma conversa que visita coisas entre Brigada do Ódio e Jocy de Oliveira.
Aline Vieira e Yuri Bruscky pesquisam, pensam e fazem ruído. Tem no experimento desse espaço que aqui chamamos amplamente de "música experimental" um lugar composto não só de crítica estética, mas também de crítica política, não só da expressão sonora, mas também de performance e de desafio em relação aos procedime

A palavra como jogo – entre a crônica, o pixo e o rap com Rodrigo Ogi
A palavra é trânsito, e nessa conversa com Rodrigo Ogi somos apresentados ao percurso que compõe sua expressão como alguém da escrita em constante interlocução com a rua.
Das histórias da avó às audições dos discos da Clara Nunes com a mãe, do começo da pixação em 1995 às madrugadas dedicadas ao hip-hop nos primórdios da internet no começo dos anos 2000, de Ndee Naldinho à Quinto Andar... es

O caos como princípio – os cruzamentos entre a ética punk e a cosmovisão Baniwa com Denilson Baniwa
No fim dos anos 90, uma fita K7 com algumas músicas de bandas punks sem identificação chega às mãos de jovens do interior do Amazonas, mais especificamente no território do povo Baniwa. Denilson é um desses jovens arrebatado pelo conteúdo da fita que imediatamente criava uma identificação entre a visão de seu povo e a lírica apresentada por aquelas bandas.
O caos, geralmente rechaçado pelos valor

Desafiar a tristeza/reativar o desejo – música e potencial político no Brasil pós-Bolsonaro com Rodrigo Lima
Se a virada do milênio prometia a possibilidade de outro mundo à uma juventude que, para além da prática política, experimentava outras formas que questionavam a estrutura do poder, da cultura e da comunicação tendo a música como vetor, nos anos 2010 esse horizonte começa a nublar e as mobilizações políticas e estéticas à esquerda sofrem um revés que culmina na ascensão da extrema-direita no Brasi

Free Jazz contra o ruído colonial com Rômulo Alexis e Du Kiddy
O Free Jazz enquanto expressão não só significou a extrapolação dos parâmetros musicais do jazz, mas também trouxe consigo um repertório político e simbólico que se relacionariam profundamente com dimensões materiais de outros campos – interagindo, contribuindo, compondo e incorporando em sua forma os processos das lutas da população negra estadunidense e africana.
Nesse episódio encontramos Rômu

Vivos na cidade – o punk e as mobilizações pelo passe livre no começo dos anos 2000 com Rodrigo Lopes de Barros
Como aproximar o punk das mobilizações que historicamente lutaram e lutam pelo direito à cidade? Podemos especular a influência das produções dos anos 60 próximas aos situacionistas e a crítica ao urbanismo moderno, podemos especular a influência dos happenings do Provos, grupo holandês que tinha a cidade como palco para ações de desvio e ocupação tensionando a relação entre o público, o priv

Sistas grrrl’s riot – narrativa de mulheres negras no punk rock com Daisy Serena
O que há no percurso que conecta percepções de mulheres negras envolvidas com o punk, com suas diferenças de espaço e tempo, geografia e geração, entre o centro e a periferia da economia, da produção cultural e intelectual?
Nessa conversa, Daisy Serena nos traz um tanto de sua vida em um exercício que aproxima a pedagogia contida nas práticas e elaborações de Lélia Gonzalez, Bulimia, bell hooks,

As ambiguidades políticas e estéticas do metal na periferia do capitalismo com Felipe Nizuma e Pedro Poney
Essa conversa foi um ensaio aberto, um espaço de especulações em tempo real.
Ouça e descubra como ela começa com Black Sabbath, passa por Mutantes, Rock da Mortalha, ditadura militar no Brasil, Dorsal Atlântica, Chakal, Sepultura, América Latina, Violator, Blasthrash, jornadas de junho de 2013, o assédio do Bolsonarismo sobre a juventude, a decadência do rock, o fenômeno do metaleiro reacionário,

A ética da pirataria – desvio, expropriação e o tráfico de cultura com Leonardo Foletto
Desvio, expropriação, cópia, roubo… são muitas as formas de qualificar a prática da pirataria. Uma prática que hoje talvez tenha perdido o sentido, mas que há muito tempo exerce a função de descentralizar e redistribuir cultura.
Dos piratas do séc. XV às práticas da collage surrealista ou détournement situacionista, das rádios livres na Itália dos anos 70 às rádios piratas do Brasil dos anos 90

Clubber de quebrada – raça, classe e território na música eletrônica de São Paulo com Felinto e Mafalda
Depois de mais de um mês sem episódios, voltamos!
Na companhia de Felinto e Mafalda, cruzamos as experiências e as produções das quebradas através da música eletrônica. Experiências e produções que consideram o trânsito, que abarcam as complexidades das sociabilidades, das disputas de território, da criação de espaços, do mundo que existe entre a zona sul, norte, leste e oeste até o centro.
Do M

Punky reggae party - quando a comunidade jamaicana encontra a juventude britânica com Bruno Lancelotti e Felix Barreira
Ao fim da segunda guerra mundial, a Inglaterra, apesar de vitoriosa, se vê na necessidade de reerguer suas estruturas estremecidas pelos quase 20 anos de conflito entre os países Aliados e os do Eixo. Para sua reconstrução, mão de obra indiana, paquistanesa e caribenha foi incorporada a partir de facilitações nos processos de integração dos imigrantes à sociedade britânica. Com esses imigrantes, v

Remetente/destinatário – discos, zines e amizades nas correspondências dos anos 90 com Douglas Utescher (Ugra Press)
As correspondências via carta nos anos 80 e 90 foram talvez a única forma dessa geração se corresponder, a mais barata e acessível, mas ao mesmo tempo, foi a principal plataforma para o exercício da escrita e da leitura, do esforço de entender e se fazer entendido, de responder a uma outra temporalidade que está longe de pertencer a lógica do imediato e do simultâneo.
Douglas Utescher se aproprio

Sub e Grito Suburbano – coletâneas como documento, memória e comunidade com Clemente Nascimento
Dentre os discos mais importantes do punk nacional, dois são coletâneas. Coletâneas frutos da mobilização de duas bandas que abrem mão de lançar um disco individual, como o Cólera (no caso do Sub) e Olho Seco (no caso do Grito Suburbano), para incluir outras bandas no registro. Aqui temos o primeiro registro daqueles que tiveram a forma independente como método e como princípio, daqueles que tinha

Black dada nihilismus – a imaginação radical de Amiri Baraka com Nathália Grilo
Amiri Baraka enquanto vivo buscou ser livre até que finalmente fosse. Caminhou junto de Allen Ginsberg, Jack Kerouac e Ted Joans nos inferninhos de Greenwich Village, em Nova York. Conheceu a Cuba em seu processo inicial pós-revolução e volta para casa transformado. Radicaliza sua forma política e estética a partir do nacionalismo negro durante mobilizações pelos direitos civis nos anos 60. Assume

Interiorano e ambicioso – entre a vontade de dominar o mundo e a vida sem herança com Diego Max
Diego Max é produtor musical e artista gráfico de Assis, velho oeste paulistano, e desde o começo dos anos 2000 orienta seus afetos criativos a partir da necessidade da descoberta das brechas para se criar um lugar, seja em um apartamento apertado no centro de São Paulo ou na COHAB em sua cidade natal.
Um episódio dedicado aos interioranos e ambiciosos, sem herança, muitas vezes precarizados e can

Mark Fisher – entre a melancolia da música britânica e da crise do capitalismo
O quanto da melancolia expressa na cultura é capaz de denunciar a barbarie que o capitalismo tardio representa na vida das pessoas?
Amauri Gonzo nos fala sobre como Mark Fisher costura em seu pensamento referências que vão de Joy Division, Tricky à Jacques Derrida e Fredric Jameson.
Use o cupom #BalancoEFuria20 e compre os livros do Mark Fisher com 20% de desconto no site da @autonomialiteraria

Cumbia madre del pueblo – latinoamerica em festa e luta com Pablo Fidel (La Delio Valdez), Pensanuvem (Macumbia) e Gui Miranda (Boxe Vila Anglo)
Do norte do México ao sul da Argentina, a cumbia mobiliza os corpos para se movimentar em sua direção.
Cumbia é sobre amores perdidos, ganhados, festas, ódio à polícia, mas também sobre identidade latinoamericana, auto organização e mobilização coletiva.
Aqui conversamos com Pablo Fidel, membro da importantíssima banda de cumbia argentina La Delio Valdez, que não é só grande pela qualidade musical

Ver o jazz – as capas de disco e a fotografia do jazz americano (50-70) com Ricardo Magrão
A fotografia e as capas dos discos de jazz foram potentes o suficiente para forjar no imaginário de seu público uma forma que torna impossível seu não reconhecimento. Uma forma capaz de atingir a síntese mais refinada do que significa beleza e radicalidade, simplicidade e complexidade.
Uma conversa com Ricardo Magrão que cruza a trajetória de nomes como Francis Wolff, Reid Miles, Blue Note, Presti

O pós-punk paulistano nos anos 80 – entre a vanguarda estética e a vanguarda política com Miguel Barella e Alex Antunes
Os últimos anos da ditadura no Brasil foram permeados por um espírito do tempo que soprava um vento que trazia como novidade política e artística movimentações que iam do trotskismo da LIBELU ao som do Gang of Four, das intervenções do grupo Viajou Sem Passaporte aos encontros no Madame Satã, da necessidade de romper com a complexificação proposta pelo rock progressivo a vontade expandir com o min

Nossa pátria é o mundo inteiro, nossa lei é a liberdade – entre o internacionalismo do punk e do futebol com Mandioca
Das partidas que aconteciam entre uma banda e outra no galpão do Jabaquara, durante as Verduradas, para a formação de um time punk, à esquerda e antifascista que criou conexões com times da mesma dimensão em outros países da Europa e da América do Sul.
Uma conversa sobre punk, torcidas organizadas, futebol de várzea, outras formas de se formar um time e se organizar uma partida, movimentos autôno

Dos Racionais MC's aos Paiter Suruí – canções e lutas por terra e liberdade com Txai Suruí
No começo desse mês de novembro, em Glasgow, na Escócia, aconteceu a COP 26, Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, e a representante do Brasil nessa conferência foi a ativista indígena Txai Suruí, que além apresentar as demandas de seu povo, denunciar as iniciativas de um governo devastador e alertar o mundo sobre o massacre de indígenas que acontece em solo brasileiro, trouxe em s

Punks, skins e socialistas – as virtudes e contradições dos movimentos de juventude nos anos 80 com Mao
O processo de redemocratização do Brasil, Desmond Dekker, as greves operárias do ABC no fim dos anos 70, a convergência estético-política da origem operária dos punks e skinheads, as contradições e as virtudes que compõem a prática de cada um, a fundação do PT, a coletânea Strenght Thru Oi!, a retomada das mobilizações dos movimentos sociais, Redskins… os que moram do outro lado do muro nunca vão

1 por amor, 2 por dinheiro – pelo direito de viver do que se faz com Sistah Chilli
Formação de comunidade, redes de compartilhamento e meios de distribuição alternativos, microfone aberto e shows gratuitos, apoio mútuo e solidariedade, essas são algumas das maneiras possíveis para se acessar e criar música sem dinheiro, mas longe de romantizar qualquer modo de existência próximo da precariedade, é necessário reconhecer o direito de artistas que estão longe do centro econômico de

Do cinza ao sol – o desembarque do grime londrino em solo brasileiro com Antconstantino
O cruzamento do dancehall, drum & bass, jungle, ragga e rap nas ruas de Londres no começo dos anos 2000 fez com que uma nova expressão musical à margem, impulsionada pelas rádios piratas e sound systems, se desenvolvesse. O Grime é a síntese dessa mistura no som e da crueza da vida vivida na lírica. Este episódio com Antconstantino percorre o caminho que rememora a trajetória do gênero em seu

Sob este asfalto, existe terra – quando o punk encontra a causa indígena com Andreza Poitena e Josimas Ramos
A articulação do punk com movimentos de resistência dos mais diversos sempre foi notável. Da causa palestina aos direitos dos animais, de movimentos de ocupação ao direito à cidade... enquanto mobilização estético/político/cultural, é um movimento que historicamente foi capaz de assimilar as demandas de seu tempo e se por ombro a ombro com aqueles protagonizavam a luta, e com a causa dos povos ori

Do atlântico ao spiritual jazz – corpo, barulho e espiritualidade com Nathália Grilo
Ao cruzar o atlântico rumo às Américas, a diáspora africana levou consigo tantas coisas quanto deixou. A espiritualidade, as formas de sociabilidade e a linguagem desaguavam em suas expressões sagradas e musicais. Do blues ao free jazz, de Amiri Baraka à Kamasi Washington, da relação de John Coltrane com o islã à formação musical dentro da igreja católica de Billie Holiday, a espiritualidade rebel

Hip Hop Rio – as características do desenvolvimento do rap carioca com Marcelo D2
A singularidade do rap carioca sempre foi notável, da lírica às batidas, das influências à personalidade daqueles que o fizeram, são muitos os elementos que marcaram a forma de se fazer rap no Rio de Janeiro nos anos 90 e 2000.
Uma conversa com Marcelo D2 que atravessa os bailes funk dos anos 80, a influência do skate e do punk para o rap e um caminho único que consegue cruzar Sonic Youth e Public

Testemunha ocular - a fotografia e a música independente na São Paulo dos anos 80 com Rui Mendes
Talvez Rui Mendes seja um dos principais responsáveis pela tradução em imagem do espírito do tempo que envolveu a cena musical de São Paulo nos anos 80.
Uma passagem por sua formação na ECA-USP e as bandas de pós-punk que surgem dali, sua relação com parte das bandas punks da periferia, por casas como Napalm e Madame Satã e pela longevidade de um trabalho que registra importantes momentos de ban

A arte de não vender – entre a música experimental e a política radical com J.P. Caron e Bruno Trochmann
Um episódio sobre os artistas do fracasso e a constituição de comunidades no subsolo da indústria cultural.
Fugazi, Henry Flynt, John Cage, Ben Davis, Adorno, Marx, a cena japonesa e a realização política a partir da organização coletiva se misturam nessa conversa sobre música experimental, noise, free-jazz, punk, arte conceitual e derivados.
Link do texto que baseia o episódio:
https://lavrapalav

Sangue, suor e soul – o Blaxploitation e a música negra norteamericana dos anos 70 com Maria Eduarda
Shaft, Superfly, Sweet Sweetbacks Baaddassss Song, Coffy, Isaac Hayes, Curtis Mayfield, Earth Wind & Fire, crítica a violência policial, subversão dos papéis sociais, violência, humor, crítica ao racismo estrutural, soul, funk, Motown e Stax.
Um episódio sobre a vida do cinema e da música negra norteamericana dos anos 70.

Música de assistir – celebrar documentários com In-Edit Brasil com Maurício Gaia e Andrea Pasquini
O In-Edit é um evento cinematográfico que tem como objetivo fomentar a produção e a difusão de filmes documentários que tenham a música como elemento integrador. Começou em 2002 em Barcelona e desde 2009 acontece no Brasil.
Uma conversa que contempla dos primeiros atravessamentos entre música e produções audiovisuais de Maurício Gaia e Andrea Pasquini (membros da organização e curadores do festiv

Autodidatismo e as artes plásticas – a música, a imagem e a experimentação material com Alexandre Cruz Sesper
Das capas dos discos do Subhumans e Black Flag as semelhanças com o trabalho de Laurie Rosemberg, do encontro com o Discharge ao encontro com John Heartfield, dos flyers de shows a exposições em galerias, de trabalhos na sala de amigos ao acervo da MAC-USP...
Uma conversa com Sesper que apresenta as influências, recursos e atravessamentos de uma trajetória artística que cruza as ruas e as galeria

Haverá futuro? – como o punk e a ficção científica especulam o fim do mundo com Acácio Augusto e Wander Wilson
O Começo do Fim do Mundo, No Future, guerra fria, bomba nuclear, ascensão do neoliberalismo, desemprego, alta tecnologia e baixa qualidade de vida, William Burroughs, Blade Runner, anos 80... seriam os punks os maiores anunciadores do apocalipse ou do fim do futuro da segunda metade do séc. XX?
Uma conversa com Acácio Augusto e Wander Wilson.

Ame o boxe, odeie o fascismo – centros autônomos e formação de comunidade através da luta com Breno Macedo e Raphael Piva
Existe um caminho que cruza o boxe com a tradição política socialista das ocupações italianas, com os interesses de Julio Cortázar, Miles Davis e Prince Buster, com a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, com a discussão do jovem anarquista inglês Albert Meltzer com a grande Emma Goldman, com a composição da Frente de Choque do Partido Comunista Brasileiro nos anos 30 contra os fascistas e

Space is the place – espaço, cidade e a cosmologia de Sun Ra com Malu de Barros
Sun Ra foi sem dúvida uma das figuras mais radicais da história da música. Ao romper com sua identidade construída a partir de uma relação histórica racista do ocidente, assumindo outro nome e outra forma de existir, rompe também com o que é convencionado dentro do jazz, da poesia, do cinema e da política afrocentrada.
Sun Ra é uma potência capaz de redirecionar nosso olhar ao ler o mundo, sua a

Por entre os rasgos da modernidade – da collage surrealista à colagem punk com Fabiana Gibim e Mário de Alencar
Por entre os rasgos da modernidade revelam-se expressões que no juntar dos cacos do mundo mostram sua potência.
O ato de colar papel sobre uma superfície vem desde a antiguidade e atravessa o mundo em desencanto, a realidade da guerra e a crise da vida no capitalismo. Uma técnica apropriada por artistas de vanguarda, de não-vanguarda, pela contracultura, pelos intelectuais, pelo punk e por quem qu

Nazi hippies fuck off – da contracultura à direita alternativa com Amauri Gonzo
Quando foi que a direita passou a evocar pautas historicamente defendidas pela esquerda ou oriundas de meios contraculturais? Como se dá esse movimento que esvazia termos e conceitos, subvertendo o sentido para benefício próprio? Seria capaz a direita prosperar produzindo cultura da pior qualidade, como vem fazendo? Haverá futuro? Haverá futuro?
Essas são algumas questões que Amauri Gonzo nos apr

As skateparts e a formação musical – a trilha sonora em primeiro plano com Kamau
Muito antes dos algoritmos ditarem o que você deve ouvir primeiro, os vídeos de skate faziam o serviço de curadoria musical para composição de cada parte, fazendo com que em uma hora de vídeo você passasse por John Coltrane, King Diamond, Nas, Jeru the Damaja, Patife Band, Jackson 5 e Gang of Four.
Kamau no mic.

A pedagogia do cartaz - entre o papel, a forma e a palavra com Camila Rosa
O cartaz é parte essencial das produções oriundas da contracultura. É o espaço em que a arte e a mensagem se realizam, em que há a possibilidade do experimento e de tradução de recortes complexos da história com texto e imagem, ou menos que isso.
Camila Rosa é ilustradora e nessa conversa atravessamos um caminho que visita brevemente suas referências e sua trajetória, dos flyers de shows punks que

Como um sintoma do mundo – a comunidade hardcore/punk nos anos 90 sob a chegada do novo milênio com Frederico Freitas
Se nos anos 80 o punk europeu evidenciava a derrocada do liberalismo, que deixava toda uma juventude sob a condição do desemprego, do tédio, da falta de perspectiva e o punk brasileiro evidenciava o resultado de 21 anos de ditadura militar e vivia uma recessão econômica, a miséria e a violência, nos anos 90, outro horizonte se abre para jovens que descobriam o hardcore/punk como uma plataforma par

We've got the jazz – o hip hop e a assimilação do jazz como forma e conteúdo com Tiago Frúgoli
Uma conversa que visita o Harlem dos anos 20 e vê as poesias de rua sendo elaboradas a partir da estrutura do jazz, passa pelas aproximações da linguagem musical de Miles Davis e Herbie Hancock de algo que se volta aquilo que poderíamos chamar de rap, se afunda nas produções dos anos 90 onde esse casamento é celebrado com nomes como A Tribe Called Quest, Digable Planets, The Roots, J Dilla, Guru,

The revolution will not be televised – a música e o partido dos Panteras Negras com Rodrigo Brandão e Rodrigo Carneiro
Uma conversa que atravessa a erudição rueira do Harlem Renaissence, passa pelo engajamento do jazz dos anos 60, cai na produção fonográfica que propagandeava a causa do Black Panthers Party pela voz de Elaine Brown e The Lumpen, cruza a influência dos panteras negras e Young Lords no surgimento do hip hop, chega ao Brasil dos anos 70, em que as movimentações políticas e tensões raciais nos EUA imp

A China, o punk e o declínio da civilização ocidental com Alê Amazonia
Alê Amazonia viveu na China por 8 anos e no processo de se estabilizar no país, se desloca de sua zona de conforto relativamente ocidentalizada em Shangai e parte para a periferia, submergindo em uma realidade chinesa muito diferente da que era vivenciada nos centros econômicos e pólos de trabalho repletos de estrangeiros. Esse movimento para o interior da cultura e das relações chinesa o coloca e

As pessoas e as máquinas – música eletrônica, ruído e ruína com Felinto e Raiany Sinara
Dos experimentos sonoros desenvolvidos pelos futuristas e dadaístas no começo do séc. XX, passando pela música concreta e música eletrônica alemã dos anos 50, pelo krautrock, pela disco, acid house e techno da cena britânica, de Chicago e de Detroit, elaboramos os processos de ruptura da forma de se fazer música a partir de máquinas, de ruídos e de modificações digitais de timbres e texturas, além

Imigrantes, refugiados e os punks no velho continente com Adriessa Souza e Lilian Rodrigues
Historicamente a retórica punk sempre rechaçou a ideia de nação/pátria/fronteira, e com o passar dos tempos, as práticas que se voltavam muito para expressões estéticas, passam também a se voltar para questões políticas.
Enquanto rede internacional, a comunidade punk também se mobiliza para acolher e orientar imigrantes (ilegais ou não) e refugiados, auxiliando com teto, comida, com a língua

Ruptura da fórmula – experimentos da música de improviso brasileira com Maurício Takara e Rodrigo Brandão
O que a música de improviso diz sobre o mundo? Para onde o experimentalismo aponta?
Sobre as tensões dos limites propostos pelas fórmulas musicais pré-estabelecidas e sobre o regimento da indústria fonográfica, Mauricio Takara e Rodrigo Brandão resgatam as memórias de Pedro Santos, Naná Vasconcelos, Airto Moreira, Hermeto Pascoal, Uakti, Dom Salvador, Jocy de Oliveira... para apontar as direções p

Guerrilha simbólica – o pixo e a disputa pela cidade com Djan Ivson (Cripta)
A potência do pixo é capaz de transformar a cidade-mercadoria em cidade-jogo, a arte segura e cômoda em arte de risco, de vida e morte.
Uma conversa com Djan Ivson sobre a história do pixo, principalmente o desenvolvimento de suas fórmulas dos anos 90 até os dias de hoje.

Queercore – a esquina onde a comunidade LGBT e o punk se encontram com Cauê Xopô e Bruna Provazi
Stonewall Inn, repressão policial, Marsha P. Johnson, Sylvia Rivera, solidariedade da comunidade LGBT com os movimentos de libertação nacional, oposição à guerra no Vietnã, Homocore, J.D's, Bruce LaBruce, MDC, Big Boys, Team Dresch, Outpunk, jornal O Lampião, os anarcopunks e a contribuição para a primeira Parada Gay de São Paulo, Espaço Impróprio, LadyFest...
Cauê Xopô e Bruna Provazi nos apresen











